Centro de Manaus com pedestres andando pelas ruas
Mário Oliveira/SECOM
Brasil tem registrado cenas de aglomeração em meio à pandemia da Covid-19

O contágio pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil chegou a 15 semanas de alta acelerada, mostram cálculos do centro de controle de epidemias do Imperial College , uma das maiores instituições de excelência na área da medicina.

Desde a semana de 27 de abril, o País tem taxa de transmissão acima de 1. Isso significa dizer que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o novo coronavírus para 108 pessoas. Na semana que começou neste domingo (3), o índice se manteve em 1,08, o mesmo registrado na semana passada.

Nesse mesmo período, países que estavam na mesma situação que o Brasil em maio, como são os casos de Japão e Emirados Árabes Unidos, controlaram completamente a transmissão comunitária da Covid-19.

Apesar da preocupação com uma segunda onda, o países asiáticos tem tido sucesso na política de testagem em massa e rastreamento de contatos para suprimir novos focos.

Ainda de acordo com o Imperial College, Arábia Saudita e Paquistão, que também tinham transmissão sem controle há três meses, registram Rt abaixo de 1 desde julho. No balanço desta terça (4) da OMS, os dois aparecem também sem transmissão comunitária.

Segundo a OMS, sem medidas coordenadas de restrição ao contágio, o Brasil ainda terá um "longo caminho" antes de controlar a proliferação do novo coronavírus.

Dos países da América do Sul com mais de dez casos nas últimas duas semanas, só o Chile tem taxa de transmissão abaixo de 1. Argentina, Bolívia (ambos com 1,16), Venezuela (1,13), Colômbia, Peru e Equador (1,09) também apresentam contágio acelerado.

O Imperial College calcula essas taxas com base no número de mortes reportadas, dado menos sujeito a subnotificações. como há uma defasagem entre o momento do contágio e a morte, mudanças nas políticas de combate à epidemia levam em média duas semanas para se refletirem nos cálculos.

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