Vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech

O diretor do Instituto Butantan , Dimas Covas, disse nesta sexta-feira (14) que a Coronavac , vacina produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech , pode ser aprovada antes do fim da fase de testes com os nove mil voluntários brasileiros. Isso porque, segundo Covas, o monitoramento desses pacientes vai continuar até setembro do ano que vem.

"A eficácia não tem relação com esse prazo. Esse prazo é de acompanhamento. O estudo só será, de fato, encerrado após esses doze meses. Já a eficácia poderá aparecer comprovada a partir de outubro deste ano", disse o diretor à TV Globo.

A Coronavac está em fase três de testes, a última etapa que todo uminizante deve passar antes de poder ser distribuído e aplicado na população em larga escala. Nesse último período de testes, o objetivo dos pesquisadores é checar a eficácia e a segurança da vacina em um cenário que simula uma condição normal para a proliferação de determinado vírus.

"Os resultados da fase 1 e 2 foram muito animadores, mostrando um perfil de segurança elevado e também uma alta capacidade de indução de anticorpos nas pessoas que receberam. Tudo isso delimita uma vacina segura e eficiente e daí a nossa avaliação de que na sequência nós poderemos ter os resultados deste estudo clínico muito rapidamente", completou Covas.

Um estudo publicado nesta semana pela Sinovac Biotech mostrou que a Coronavac é eficaz e segura. O trabalho analisou o comportamento de 600 voluntários vacinados na China durante a fase 2 dos testes clínicos.

De acordo com o coordenador dos ensaios clínicos da vacina Coronavac e diretor médico de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, o produto é muito promissor e eficaz.

"Os estudos feitos até agora, na China, demonstraram que mais de 90% dos voluntários que receberam as vacinas tiveram anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus, isso é um diferencial", afirmou.

Segundo Palácios, os testes mostraram que entre duas e quatro semanas a pessoa está imunizada. "Duas semanas após a segunda dose as pessoas têm níveis de anticorpos capazes de neutralizar o vírus da Covid-19", disse o especialista.

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