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Equipe de jornalismo de dados - BBC News
Vítima de coronavírus é enterrrada em Jacarta, na Indonesia.


O novo coronavírus levou à morte mais de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo. Essa marca foi atingida pouco mais de dez meses depois da primeira morte confirmada oficialmente na China, em janeiro de 2020.

O vírus continua a se espalhar pelo mundo, com mais de 32 milhões de casos em 188 países. E regiões e países que aparentemente haviam tido sucesso na contenção inicial da pandemia passaram a enfrentar o crescimento das infecções mais uma vez.

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Onde os casos e as mortes estão crescendo?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o número de mortes pode chegar a 2 milhões antes de uma vacina estar amplamente disponível para a população.

Algumas regiões têm enfrentado novos avanços da doença nos últimos meses, a exemplo da Índia e do continente asiático.

Dados oficiais do governo indiano apontam que o número de infecções passou de 6 milhões, o segundo maior do mundo em números absolutos, depois dos Estados Unidos, com 7,1 milhões de casos.

Em terceiro aparece o Brasil, com 4,7 milhões de casos confirmados. Especialistas apontam, no entanto, que o número de pessoas infectadas nesses países é muito maior do que as cifras oficiais.

O vírus parece se espalhar muito mais rápido na Índia do que em qualquer outro lugar, com mais de 90 mil casos por dia da doença no início de setembro.

O número de infecções tem aumentado no país em meio à decisão das autoridades de suspender medidas adotadas para conter o avanço da doença, com o objetivo de tentar reanimar a economia.

Por outro lado, a Índia tem conseguido aumentar o número de testes realizados para detectar que está infectado, inclusive pessoas sem sintomas.

A Índia tem mantido uma taxa de mortes relativamente baixa tendo em vista o tamanho de sua população, que soma 1,35 bilhão de habitantes.

Na América Latina, o Brasil tem o maior número de mortes em números absolutos, com 140 mil até agora. Em seguida vem México, com 76 mil, e o Peru, com 32 mil.

Por outro lado, a Argentina, com menos mortes (15 mil), tem enfrentado um crescimento acelerado dos casos, com mais de 700 mil notificações. É praticamente o mesmo patamar do México (726 mil) e do Peru (800 mil).

No Oriente Médio, o Irã foi duramente atingido pelo vírus no início da pandemia, e nas últimas semanas o país atingiu o maior número de novos casos diários desde o início de junho.

O vizinho Iraque tem registrado um aumento constante de casos.

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Os casos também continuam aumentando na Indonésia e o país registrou mais de 10 mil mortes, o número mais alto no sudeste da Ásia.

A África registrou mais de 1,4 milhão de casos confirmados, embora não se sabia a real extensão da pandemia no continente.

As taxas de pessoas testadas são bastante baixas, o que pode distorcer estimativas oficiais. A África do Sul e o Egito registraram os maiores surtos registrados até agora no continente.

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Casos de covid-19 crescem novamente na Europa

Diversos países europeus estão enfrentando um novo aumento diário do número de casos em meio aos temores de uma nova onda severa do vírus.

Vários países europeus voltaram a adotar quarentenas e outras restrições em suas regiões mais afetadas, e há apelos renovados para que as pessoas usem máscaras e respeitem as regras de distanciamento social.

O padrão de aumento de infecções em seguida ao afrouxamento de restrições não se limita à Europa.

Israel impôs um novo lockdown nacional após registrar um número recorde de casos nos últimos dias.

Entre outros países que viram o ressurgimento do vírus estão Rússia, Peru, Coreia do Sul, Canadá e Austrália. Por outro lado, após a volta das medidas restritivas mais duras, alguns deles agora já registram queda dos casos novamente.

Na tabela abaixo, os países podem ser reordenados por mortes, taxa de mortalidade e total de casos. Nas barras coloridas à direita, os países cujos casos aumentaram para mais de 5.000 por dia são aqueles com barras pretas na data relevante.

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Número de casos nos EUA desacelera

Os Estados Unidos registraram mais de 7 milhões de pessoas infectadas, mais de um quinto do total ao redor do mundo (33 milhões). No país, a pandemia cresceu pela segunda vez em julho, depois passou a cair em agosto, e agora dá sinais de novo crescimento.

Com mais de 200 mil mortes, os Estados Unidos lideram também a lista do maior número de mortes.

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Projeções da Universidade de Washington apontam que mais de 370 mil pessoas podem morrer no país até o fim deste ano, mas essa cifra pode ser reduzida para 273 mil caso 95% dos habitantes passem a usar máscara.

A pandemia teve efeitos devastadores na economia americana, com uma queda do PIB (soma de todas as riquezas produzidas) de 33% no trimestre de abril a junho.

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Como a covid-19 se espalhou?

O vírus Sars-CoV-2, que causa a infecção respiratória covid-19, foi detectado inicialmente na cidade chinesa de Wuhan no fim de 2019.

O surto se espalhou rapidamente ao redor do mundo nos primeiros meses de 2020, e em 11 de março a OMS declarou a pandemia global.

O termo pandemia é adotado quando uma doença infecciosa passa facilmente de uma pessoa para outra em várias partes do mundo ao mesmo tempo.

A Europa e a América do Norte registraram suas primeiras grandes epidemias em abril, mas enquanto flexibilizavam as medidas de contenção, a América Latina e a Ásia começaram a ter novos picos de casos.

Governos ao redor do mundo foram forçados a limitar a circulação de pessoas e fechar o comércio, ambientes de trabalho e escolas em uma tentativa de desacelerar a propagação do vírus. A estratégia teve um impacto devastador na economia global.

Os danos às principais economias mundiais são quatro vezes piores do que a crise financeira global de 2009, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Enquanto isso, a ONU afirmou que até 265 milhões de pessoas podem morrer de fome até o final do ano devido ao impacto da covid-19 e suas consequências.

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