San Marino
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Projeto, apresentado pelo secretário de Estado para Saúde e Segurança Social, está sob análise do Congresso

O governo de San Marino, enclave independente situado no norte da Itália, estuda uma proposta para obrigar pessoas que se recusarem a tomar a  vacina contra o novo coronavírus a pagar pelo tratamento médico caso peguem Covid-19.

O projeto foi apresentado pelo secretário de Estado para Saúde e Segurança Social (equivalente a um ministro da Saúde), Roberto Ciavatta, e está sob análise do Congresso de Estado, poder Executivo do país.

"A vacina será gratuita e estará disponível à população. Se alguém decidir não tomar por opção, e não por fazer parte das categorias excluídas, como alérgicos, então deverá pagar o tratamento de um eventual contágio", explicou Ciavatta.

O sistema de saúde em San Marino é público, mas já há precedentes para uma medida do tipo: a legislação local estabelece que pais de crianças não vacinadas devem contratar um seguro para danos contra terceiros.

"As vacinas chegarão a San Marino pela Itália. O Ministério da Saúde italiano encaminhará para nós uma cota, então os prazos de vacinação da população seguirão os italianos", explicou Ciavatta - Roma pretende iniciar a imunização na segunda quinzena de janeiro.

Com cerca de 34 mil habitantes, San Marino tem 1.932 casos confirmados do coronavírus Sars-CoV-2 e 51 mortes. O país fica dentro da Emilia-Romagna, uma das regiões mais afetadas pela pandemia na Itália.

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