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Eduarda Esteves/iG
João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, visitam obras da fábrica que produzirá a vacina Coronavac no Brasil

O governo do estado de São Paulo adiou a entrega dos resultados dos estudos clínicos da fase 3 de testes da  CoronaVac  no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estava prevista para está terça-feira (15). Agora, a nova data para essa entrega é dia 23 de dezembro. A CoronaVac é a potencial vacina contra a  Covid-19  produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (14) pelo governador do estado, João Doria.

O governador afirmou que os estudos clínicos serão finalizados já nesta semana e que, portanto, o processo de validação pela Anvisa será mais rápido quando os resultados forem entregues na próxima semana. O  Instituto Butantan decidiu acatar a recomendação do comitê internacional e mudar a estratégia para um registro mais rápido da CoronaVac na Anvisa.

"Optar por registrar a vacina com o estudo conclusivo garantirá agilidade no pedido de reconhecimento desta vacina. A solicitação ocorrerá de forma simultânea tanto na Anvisa brasileira quanto na agência chinesa de regulação de medicamentos (...) Registrar a vacina com estudo conclusivo vai permitir maior confiabilidade na análise da eficácia da vacina. Outro benefício será conquistar o registro definitivo da vacina em vários países do mundo" , afirmou o governador.

Ainda de acordo com o governador, isso aconteceu porque os estudos clínicos atingiram o número mínimo de infectados para registro — 151 voluntários. Nesta segunda (14), já são 170 brasileiros que participam dos estudos da vacina em parceria com o laboratório Sinovac que contraíram a Covid-19 e tomaram ou a vacina ou um placebo.

Ele completou que a vacinação no estado é esperada para começar no dia 25 de janeiro. "São Paulo espera obter o registro da vacina do butantã até o final deste ano e iniciar a vacinação em 25 de janeiro, conforme o programado".

"Quanto mais rápido vacinarmos de forma segura e planejada, mais vidas serão salvas no Brasil. Vamos vacinar imediatamente, começando em janeiro. É possível com as vacinas que estiverem disponíveis, não importa a sua origem”, acrescentou Doria.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a expectativa é de meio bilhão de doses da CoronaVac no 1º semestre de 2021 para o Brasil, além de outros países da América Latina e do mundo.

Desde a última quarta (6), o Butantan já produziu um milhão de doses do imunizante. "Atingimos a meta deste estudo clínico que permitirá o registro desta vacina no Brasil, na China e no mundo”, complementou Dimas Covas.

A vacina está sendo testada em cerca de 13 mil voluntários brasileiros em todo o país desde julho deste ano e atingiu o número mínimo de infectados para abertura dos estudos em novembro.

O governador João Doria apresentou o Plano Estadual de Imunização (PEI) na última segunda-feira (7), e prometeu o inicio da vacinação para os grupos de risco já no dia 25 de janeiro de 2021. O Instituto Butantan já recebeu 120 mil doses da CoronaVac e 600 litros de insumos para a produção de mais 1 milhão de doses.

Preparação oficial 

Segundo o governo do estado, o processo de envase começou a ser realizado no dia 9 de dezembro, na fábrica do Butantan, e contará com o reforço de 120 novos profissionais, além dos 245 que normalmente já atuam no instituto. Além disso, o Butantan passa a funcionar 24 horas por dia para atender a demanda. 

Mais críticas ao governo federal 

No início da coletiva, João Doria voltou a fazer duras críticas ao governo federal e ao Ministério da Saúde na condução da pandemia.

"Aqueles que classificavam como gripezinha , resfriadinho,  agora passaram a criticar o esforço para a vacinação dos brasleiros. São os mesmos que acahavam que iam sanar o problema gravíssimo de saúde com a cloroquina ou até mesmo com o histórico de atleta", em referência aos pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

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