Ministro da Saúde Eduardo Pazuello
Agência Brasil
Ministro da Saúde Eduardo Pazuello

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , nesta sexta-feira (29), participou de uma cerimônia que recebeu os profissionais de saúde contratados para o programa Mais Médicos , que irão ajudar no combate do novo coronavírus em Manaus , na Amazonia. Na ocasião, ele disse que atualmente, não existe mais leitos de UTI na região e que pacientes estão sendo realocados para outros estados. 

Segundo Pazuello, o que pode resolver a situação crítica que vive o estado do Amazonas é a remoção de pacientes. “Sem a remoção de 1,5 mil pessoas nós não estabilizamos o impacto da atenção individualizada”. 

O ministro ainda disse sobre algumas medidas que teve em relação aos leitos de UTI das unidades de saúde locais. “Não há leito de UTI. Então, removemos da fila quem está com estado de saúde de leve para médio. O sistema da fila agora é único para a capital e interior”. 

Além disso, Pazuello afirma que “não se criar UTI de um dia pro outro”. Mas diz que o ministério está trabalhando para que mais leitos sejam criados e disponibilizados para a população local, porém, o processo não é tão simples assim. 

“Estamos criando outros, mas a velocidade de se montar UTI é diferente do leito clínico. Vai continuar morrendo de 80 a 100 pessoas por dia, porque não há UTIs. A remoção é o único jeito de diminuir o impacto nas unidades de saúde”, declarou. 

Em relação a vacinação , o ministro afirma que Manaus “é a prioridade da vacinação no país”. Ainda relembrou a situação em que os governadores do Brasil entraram em um consenso e decidiram doar 5% das doses destinadas a outros estados para o Amazonas

“Manaus é prioridade da vacinação no país. Todos os estados cederam um pouco, numa demonstração de união do nosso país. Temos 130 mil vacinas extras. O objetivo é ultrapassar a capacidade da prefeitura de vacinar”, disse Pazuello. 

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