Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga , afirmou que pretende implementar protocolos assistenciais para economizar no uso de oxigênio no país. Em sessão no Senado nesta segunda-feira (29), Queiroga afirmou que está trabalhando para que o ministério emita orientações a respeito do uso racional do insumo.

Desde a semana passada, municípios de todas as regiões do país têm relatado risco de colapso no fornecimento de oxigênio para tratamento dos pacientes infectados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).

"Estamos trabalhando na área técnica, convidei o professor Carlos Carvalho da USP para trabalhar conosco em protocolos assistenciais que, entre outras coisas, racionalizem o uso de oxigênio. Todos sabemos que muitas pessoas chegam aos hospitais e às vezes a primeira providência é colocar o oxigênio nasal em quem não precisa. Vamos tentar economizar, fazer uma campanha entre os profissionais de saúde para o uso racional do oxigênio", disse o ministro.

Em relação aos medicamentos para intubação, o ministro afirmou que a pasta está em tratativas com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mas esbarra na escassez de produtos no mercado mundial.

Segundo ele, em até 15 dias será possível resolver a situação. O ministro citou que o governo atuou junto à Agência de Vigilância Sanitária ( Anvisa) para promover a flexibilização das regras para compra desses insumos.

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"Lembrando que essa é uma atribuição das secretarias de saúde. O ministro da Saúde não pode ser o AGR, almoxarife real da República, só para estar cuidando dessa agenda. Tem que existir um esforço também dos secretários municipais e estaduais para se somar com o Ministério da Saúde, não é só jogar a bomba para a gente. Não é tripartite? Vamos compartilhar as responsabilidades, porque o Ministério da Saúde não pode só ficar enxugando gelo", afirma.

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