Ilustração do novo coronavírus
Reprodução/Flickr/Prachatai
Ilustração do novo coronavírus

Cientistas descobriram uma nova variante do coronavírus na França, segundo estudo publicado no periódico norte-americano "Emerging Infectious Diseases" nesta terça-feira (30). Esta mutação do novo coronavírus (Sars-CoV-2) está sendo chamada de HMN.19B ou Henri-Mondor, em referência ao nome de um hospital em Crétil, em Val-de-Marne, onde primeiro foi identificada a partir de casos confirmados da Covid-19 em três profissionais no início de fevereiro.

Ela se soma às já conhecidas variantes inglesa (B.1.1.7), brasileira (P.1), sul-africana (B.1.351), californiana (CAL.20C) e nova-iorquina (B.1.526). Não há ainda, contudo, informações sobre seu grau de contágio em comparação as demais variantes conhecidas.

De acordo com a imprensa francesa, a Assistance Publique-Hôpitaux de Paris (AP-HP) anunciou, em um comunicado, que a variante nova já circula ativamente, tendo infectado 29 pacientes das regiões de Île-de-France, do Sudeste e Sudoeste do país, quatro semanas após a descoberta da mutação.

A rádio "France Bleu" informou que a variante Henri Mondor foi observada em 1,8% das amostras analisadas no país até o momento.

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Segundo os autores, a cepa modificada possui mutações de aminoácidos em posições-chave da proteína responsável pela entrada do vírus em células e que é alvo dos anticorpos em quem já foi vacinado ou está infectado. Há um risco, portanto, de esta variante reduzir a ação de defesa. No entanto, mais estudos são necessários para verificar de que maneira essa mutação se comporta nos pacientes.

O Ministério da Saúde francês informou, nesta terça-feira, que o número de pessoas em UTI com Covid-19 aumentou em 98 para 5.072 pessoas, um novo recorde em 2021.

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