Fila por leitos de Covid-19 no estado do Rio cresce e está em 1.033
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Fila por leitos de Covid-19 no estado do Rio cresce e está em 1.033

A fila de espera por leitos para covid-19 voltou a crescer no estado do Rio de Janeiro. Segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde, são 1.033 pacientes aguardando uma vaga.

Dessas, 701 são para UTI e 332 para enfermaria. A taxa de ocupação de enfermarias é de 82,5% e de UTI, 89,2%. Além disso, o tempo de espera na fila é de 26h. Ainda segundo a pasta, 18 municípios do estado estão com lotação máxima dos leitos de UTI.

Na quarta-feira (31) foram registradas 295 mortes nas últimas 24 horas, sendo este o maior número desde junho e o segundo maior da pandemia. Além disso, novos 3.121 casos foram contabilizados. Os números mostram que o mês de março foi um dos mais graves.

Desde o início da pandemia, foram contabilizados 647.875 casos e 36.727 óbitos provocados pela doença. Entre os casos confirmados, 600.983 pacientes se recuperaram da doença.

Na capital fluminense, 175 pessoas aguardam por um leito. A taxa de ocupação de UTI está em 91% e de enfermaria em 89%. Atualmente, são 1.361 internados.

Terceira onda

O Estado do Rio de Janeiro enfrenta uma terceira onda de disseminação da covid-19 e a principal causa para o surgimento do fenômeno pode ser a influência direta da variante de Manaus, a P1. A consideração é do médico da Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado, Alexandre Chieppe, que concedeu uma entrevista ao DIA na manhã desta quarta-feira (31).

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"Durante a segunda onda, de novembro a dezembro do ano passado, predominava a P2 (da Inglaterra). A partir de janeiro deste ano, começamos a verificar a predominância da variante de Manaus. Então a hipótese que levantamos é que provavelmente essa nova onda no estado ocorreu em função da P1", afirmou o médico.

A terceira onda que atinge o estado provocou um forte aumento no número de internações e na fila de espera por pessoas que precisam de um leito de UTI. O médico menciona que não há uma previsão definida para a redução das lotações nos hospitais e diminuição dos casos.

"É difícil prever, o que fazemos é algumas simulações com a base no que aconteceu com outros estados, em que o número de casos subiu, se manteve em platô e diminuiu. Essa fase costuma durar em torno de oito semanas, estamos num platô neste momento e a gente espera até alguma queda, mas é difícil afirmar isso", ponderou.

Chieppe afirmou que Secretaria de Estado de Saúde (SES) começou a realizar um trabalho de sequenciamento genético da nova variante para fazer uma melhor identificação do vírus que está circulando no estado. Segundo o médico, o estudo permite ao governo se preparar preventivamente para detectar e combater as novas variantes.

"Quanto maior o número de amostras que tivermos, maior a capacidade de detecção das novas mutações adaptáveis ao ser humano. Temos outras variantes no mundo, e existe a possibilidade do surgimento de novas mutações, por isso precisamos nos antecipar a esse risco", disse.

Questionado pelo DIA se a nova variante teria uma influência direta no aumento do número de pessoas mais jovens internadas, Chieppe afirmou que não é possível fazer uma relação direta, mas mencionou que houve um aumento de casos de internações do grupo.

"Isso provavelmente está relacionado a nova cepa, como ela tem uma capacidade de disseminação maior, essas pessoas [mais jovens] que eventualmente não pegaram o vírus no ano passado ou nas duas ondas anteriores, agora estão se contaminando por conta da capacidade de transmissão das novas variantes", afirmou.

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