Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Tony Winston/MS
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Um ano após a pandemia da Covid-19 chegar ao Brasil, o Ministério da Saúde planeja criar orientações nacionais para criar consenso entre os estados e evitar a aplicação de medidas mais duras de restrição como o lockdown.

Uma das principais metas da pasta é diminuir os registros de aglomeração em transporte público, que é um dos principais focos de contaminações pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Se a iniciativa sair do papel, ela será inédita no País.

Na semana passada, o ministro Marcelo Queiroga se reuniu com o Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, para debater o tema. Alguns estados em lockdown decidiram tirar ônibus de circulação, o que ocorreu também na cidade de São Paulo.

No entendimento do governo federal, essa situação pode ser evitada se houver alguma saída para garantir que as pessoas se desloquem sem se aglomerar.

Apesar de o tema ser sensível e um dos principais pontos de atrito entre Jair Bolsonaro e governadores por envolver a questão de fechar ou não as cidades, a discussão tem sido bem vista por secretários de Saúde. Para eles, o ministro tem tentado despolitizar o ambiente.

Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum de Governadores, disse que não foi procurado pelo ministro para debater o assunto, mas que apoia. "Ou a gente proíbe ou libera, o meio termo não resolve porque se reduzir a frota, aumenta a aglomeração", afirma.

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