Após falta de vacina, Ministério da Saúde distribuirá 104 mil doses da CoronaVac
Reprodução: ACidade ON
Após falta de vacina, Ministério da Saúde distribuirá 104 mil doses da CoronaVac

O Ministério da Saúde enviará 104,8 mil doses de CoronaVac para todo o Brasil a partir desta quinta-feira. O anúncio foi feito nesta quinta-feira após estados e municípios paralisarem a vacinação por falta de imunizantes, sobretudo os destinados à aplicação da segunda dose.

Nesta quarta, cidades de Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Amapá, Sergipe, Rondônia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina e São Paulo não tinham vacinas para aplicar a segunda dose.

Entre as capitais, Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Macapá, Maceió, Natal, Porto Alegre e Porto Velho também não dispunham de CoronaVac para aplicar a dose de reforço. Quem toma uma única dose não está protegido contra a Covid-19.

Outras 5,1 milhões de doses de Oxford/Astrazeneca estão incluídas na distribuição. Os novos estoques devem contemplar idosos de 60 a 64 anos, profissionais de segurança pública e Forças Armadas. Em nota, a pasta não detalhou a origem dos imunizantes ou justificou por que houve atraso no envio.

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Ambas as vacinas foram fabricadas com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) vindo da China. Com a dependência do insumo importado, o Brasil tem visto sucessivos atrasos na entrega de doses e reduzido as previsões do cronograma de vacinação para os próximos meses.

Além dos produzidos pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o único outro imunizante aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o da Pfizer, que ainda não chegou ao território nacional. Nesta semana, órgão negou registro da vacina Sputnik V, após apontar falhas.

Em meio ao recrudescimento da pandemia, o país vacinou 30.740.811 pessoas com a primeira dose, o correspondente a 14,52% da população. Ao todo, 14.621.694 pessoas (6,9%) completaram o esquema vacinal com a segunda dose. Os dados foram comilados pelo consórcio de imprensa do qual o GLOBO faz parte.

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