Instituto Butantan
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Instituto Butantan

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, se reuniu, nesta sexta-feira (14), com o laboratório chinês Sinovac Biotech, que envia os insumos para a produção da CoronaVac aqui no Brasil, e disse não ter sido notificado de uma nova data de entrega do material. Por conta disso, não há previsão para a retomada da produção do imunizante. Todo o calendário nacional de vacinação será afetado pelo atraso.

"O primeiro contrato foi cumprido com 12 dias de atraso, num volume de 46 milhões de doses. O segundo está em andamento. Foi assinado em fevereiro. Neste momento o que se atrasa é a previsão. Tínhamos a previsão de entregar em maio 12 milhões de doses e, em junho, seis milhões. É uma programação que vai sofrer atraso", afirmou Dimas Covas, durante a entrega, na manhã desta sexta (14), do  último lote da CoronaVac ao Ministério da Saúde antes da paralisação.

A coordenadora do Controle de Doenças de São Paulo, Regiane de Paula, também ressaltou que o calendário de vacinação será impactado. "Podemos diminuir o ritmo, mas nós não paramos. Esperamos que o governo federal se sensibilize. Estamos em situação muito difícil".

Situação diplomática difícil

O governo de São Paulo aguarda a chegada de 10 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) que estão embargados na China à espera de liberação do governo local.

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O governador João Doria (PSDB) colocou a culpa do atraso nas críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à China. Bolsonaro fez alusão de que a China estaria promovendo uma "guerra química" e se beneficiando economicamente da pandemia.

"Há um entrave diplomático fruto de declarações desastrosas do governo federal. Isso gerou um bloqueio por parte do governo chinês", afirmou Doria.

Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também causou desconforto nas relaçãoes diplomaticas quando afirmou que o imunizante chinês era menos eficaz que o americano, produzido pela Pfizer.

"O chinês inventou o vírus, e a vacina dele é menos efetiva do que a americana. O americano tem 100 anos de investimento em pesquisa. Então, os caras falam: 'Qual é o vírus? É esse? Tá bom, decodifica'. Tá aqui a vacina da Pfizer. É melhor do que as outras", declarou Paulo Guedes, durante reunião do Conselho de Saúde Complementar, no último dia 27 de abril.

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