Uso de máscaras e medidas preventivas seguem recomendadas no Brasil, declara OMS
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Uso de máscaras e medidas preventivas seguem recomendadas no Brasil, declara OMS

O Brasil precisa reforçar medidas preventivas de saúde pública contra a Covid-19 e o uso de máscaras segue recomendado, afirmou nesta sexta-feira a diretora-geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão. Ela também destacou a necessidade de evitar aglomerações e manter os ambientes bem ventilados.

"Houve uma polêmica recente no Brasil, sobre o uso de máscaras. O uso continua sendo uma recomendação da OMS. É importante destacar que a pandemia não acabou, ainda existe pressão sobre os sistemas de saúde. Todos os esforços que foram feitos para aumentar a cobertura vacinal devem ser feitos em conjunto com reforço das medidas de saúde pública", afirmou Simão, em coletiva on-line.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que pessoas vacinadas contra a Covid-19 ou que já tenham contraído o novo coronavírus não precisem utilizar máscara e disse ter pedido ao ministro da Saúde para fazer um estudo sobre o tema. No entanto, especialistas alertam que a ideia é inadequada e pode contribuir para o aumento do número de casos da doença no país.

Simão, responsável pela área de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da OMS, também parabenizou o Brasil, em nome da organização, pela produção local de imunizantes contra a doença:

"O Brasil foi capaz de administrar mais de 80 milhões de doses graças à produção local do Instituto Butantan e da Fiocruz. No entanto, ainda há grande necessidade de implementar mais fortemente as medidas preventivas de saúde pública", ressaltou.

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Simão também avaliou como uma "medida positiva" do Ministério da Saúde a diversificação do portfólio de vacinas contra a Covid-19.

A diretora-geral assistente disse que a OMS está entristecida de ver o Brasil atingir os números atuais de mortes de infecções pela Covid-19. E que apesar de ter ocorrido uma redução nos números nas últimas semanas, eles ainda são "alarmantes".

Segundo dados do consórcio dos veículos de imprensa, o Brasil contabilizou na quinta-feira 2.335 mortes por Covid-19 em 24h. Com isso, o país totaliza 496.172 vidas perdidas para o novo coronavírus. A média móvel ficou em 2.005 óbitos, um aumento de 19% em comparação com o índice de duas semanas atrás, o que demonstra tendência de alta.

Os dados também mostram que o país administrou a primeira dose de vacina contra a doença em 60.381.020 pessoas, o equivalente a 28,51% da população brasileira. Já a segunda dose foi aplicada em 24.085.577 pessoas, o que representa uma cobertura vacinal completa de 11,37%.

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