Israel antecipa retorno do uso de máscaras em locais fechados
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Israel antecipa retorno do uso de máscaras em locais fechados

O governo de Israel decidiu antecipar para esta sexta-feira (25) a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial por conta do aumento dos casos de Covid-19 dos últimos dias. O Ministério da Saúde ainda recomendou que os israelenses usem a proteção também ao ar livre se forem para eventos com grande aglomeração de pessoas.

A nota oficial justifica a reintrodução da medida por conta da alta nos casos da doença: foram três dias com mais de 100 contágios confirmados e, nas últimas 24 horas, o número chegou a 227. A taxa de positividade subiu para 0,6% o que indica, ainda conforme o Ministério, que as infecções estão aumentando em todo o país.

Porém, o comissário para a Covid-19, Nachman Ash, afirmou que "não acredita que o país esteja entrando em uma quarta onda da pandemia" porque, com a alta cobertura vacinal, não há uma elevação similar nas internações ou nas mortes.

Desde o dia 15 de junho, as máscaras de proteção facial só eram obrigatórias em escolas infantis, porque as vacinas são aplicadas apenas em pessoas com mais de 12 anos, em hospitais e asilos onde nem todos estivessem vacinados - além de pessoas que estivessem em quarentena por voltar de viagens de países específicos.

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No entanto, com a reabertura das fronteiras, houve a disseminação da variante Delta, identificada primeiramente na Índia e que hoje está em mais de 80 países. O Ministério estima que 70% dos novos casos - dos pouco mais de 800 ativos - sejam provocados pela mutação.

Dados do portal Our World in Data, que monitoram a vacinação em todo o mundo, mostram que Israel é um dos mais adiantados na imunização, com pouco mais de 64% da população protegida (60% com as duas doses e 4,3% com um dose).

Já a Universidade Johns Hopkins contabiliza que, desde o início da pandemia, Israel registrou 840.522 contaminações por coronavírus Sars-CoV-2 e 6.429 óbitos pela doença.

Se a média dos casos passou dos 100 nos últimos quatro dias, a de mortes continua em patamares baixíssimos: foram quatro óbitos confirmados entre 13 e 24 de junho.

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