Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan


A variante Delta da Covid-19 já circula pelo estado de São Paulo,  segundo afirmou o governo nesta quinta-feira (7). Segundo informações do G1, autoridades discutem a redução do intervalo entre a primeira e segunda dose das vacinas para aumentar a eficácia contra a nova cepa.

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"Temos uma variante que já é autóctone, ou seja, ela já está circulando no nosso meio em pessoas que não tiveram histórico de viagens ou que tiveram contato com alguém que esteve, por exemplo, na Índia, e, dessa forma, temos que ter uma atenção especial", disse o secretário da Saúde Jean Gorinchteyn.

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirma que a CoronaVac tem um intervalo de 28 dias entre uma dose e outra, o que faz com que as pessoas estejam completamente vacinadas mais rapidamente. Quanto às vacinas da Pfizer e AstraZeneca, este intervalo é maior e ele pode ser reavaliado. 

"As vacinas que têm duas doses só completam a imunidade após a segunda dose. No caso do Butantan, esse intervalo é de 28 dias. Então, você completa a imunização mais rapidamente quando comparado com as vacinas que têm intervalo de três meses", disse.

"Essas vacinas que têm intervalo de três meses, obviamente que você só vai completar a imunidade passados quase quatro meses da primeira dose. Então, sem dúvida, a possibilidade de antecipação da segunda dose para essas vacinas deve ser considerada, sim", confirmou Covas.

Apesar de ainda haver dúvidas quanto a eficácia das vacinas contra a variante delta, "o fato de ter a imunidade completa ajuda substancialmente", afirmou Covas. "Por isso, muitos já estão considerando a alteração do calendário de imunização prevendo a antecipação da segunda dose, que é uma medida que tem que ser considerada e é correta", explicou.

Jean Gorinchteyn, no entanto, lembra que isso só é possível se o país receber mais doses destas vacinas. "Se não tivermos esse alento dado pela chancela e liberação do próprio Ministério da Saúde, que coordena o PNI, por mais que essa decisão aconteça, ela operacionalmente terá entraves".

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