Marcelo Queiroga na CPI
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy
Marcelo Queiroga na CPI


Após reunião com governadores nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu que as decisões sobre antecipações de segunda dose e imunização de adolescentes sejam tomadas no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Queiroga criticou secretários que, na avaliação dele, rompem com o que é colocado pelo programa. Os dois pontos não foram estabelecidos pelo PNI, mas em diversas localidades do país há decisões nesse sentido.

Os governadores se comprometeram em entregar ao PNI, até quinta-feira, uma proposta formal sobre a antecipação da segunda dose. A medida será avaliada e, segundo o ministro, o PNI poderá mudar a orientação atual caso julgue necessário. Nesse momento, o Ministério da Saúde estabelece um prazo de 12 semanas entre as doses da vacina da AstraZeneca, mas alguns estados já têm reduzido esse tempo para completar a imunização de um número maior de pessoas e aumentar a proteção contra a variante Delta.

No caso da vacinação de adolescentes, o estado de São Paulo anunciou que deve iniciar a vacinação desse grupo em agosto. Serão imunizadas no estado, jovens a partir de 12 anos. Atualmente, a única vacina aprovada no país que prevê essa imunização é a Pfizer.

"Alguns secretários tomam deliberações baseadas no entendimento deles e isso de certa maneira rompe o pacto tratado no PNI. A decisão que tomamos hoje é que se mantenha a rigidez do PNI. Se algum secretário entende de maneira diferente, ele apresenta a sua irresignação ao grupo e o grupo vai deliberar de tal maneira que consigamos avançar", afirmou o ministro, ascrescentando:

"É claro que existem peculiaridades, como a forma de oferecer essas doses, se nas salas de imunização, drive thru, se vai ter apoio da inciativa privada. São coisas muito próprias de cada município. Mas as bases técnicas têm que ser tomadas no ambito técnico com a participação de todos para que tenhamos homegeneidade na conduta de aplicação da vacina."

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O Piauí foi um dos estados que adotou a antecipação da segunda dose. O governador do estado e representante do Fórum de Governadores, Wellington Dias (PT), afirmou que a decisão foi baseada em um parecer do comitê técnico local.

"Tivemos uma posição do comitê científico dizendo que é possivel ter a redução (do intervalo entre as doses). Tomamos a decisão de trazer (o tema) hoje aqui nessa reunião com o Ministério da Saúde e todos estados e vamos adotar aquilo que for aprovado pelo PNI. Vamos apresentar até quinta os argumentos que levaram a esse posicionamento (do Piauí) para que seja apreciado e definido em todo Brasil", disse.

O ministro se comprometeu com os governadores a fornecer um detalhamento semanal sobre entrega de doses de vacina. Segundo ele, serão entregues 40 milhões de doses em julho e 138 milhões em agosto e setembro.

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