Forma original do vírus da Covid-19 foi quase toda substituída por variantes
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Forma original do vírus da Covid-19 foi quase toda substituída por variantes


Segundo estudo recente do Butantan em parceria com o Mendelics, a forma "original" do Sars-CoV-2 já foi quase totalmente substituída por variantes. A maioria das novas cepas não altera o comportamento do vírus da Covid-19 de forma drástica, mas algumas podem gerar novas características, aumentando a capacidade de transmissão, de replicação ou até causando sintomas diferentes.

Segundo o relatório do Instituto Butantan, atualizado nesta semana, já são 21 variantes identificadas em circulação no estado de São Paulo. A P.1, também conhecida como Gama e identificada pela primeira vez em Manaus, representa 90% dos casos. 

Dados obtidos a partir do sequenciamento do vírus mostram que a variante Alfa tem maior transmissibilidade e causou quadros mais graves em comparação com linhagens que circulavam anteriormente no Reino Unido. A Gama também parece infectar mais do que o coronavírus original, podendo se esquivar da imunidade desenvolvida por outras variantes, causando reinfecção.

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Em julho, a variante Delta também foi confirmada na cidade de São Paulo e, pelo que tudo indica, ela deve ser mais contagiosa e causar quadros mais graves da doença do que as demais cepas.

Embora a resposta das vacinas às variantes possa ser menor em relação ao vírus original, as evidências existentes indicam que elas conseguem ajudar na defesa do organismo contra a doença e diminuir a quantidade de casos graves e mortes. 

Além da vacinação, a testagem da população também é essencial. E muitos testes de Covid-19 conseguem detectar as novas variantes do coronavírus, mas não todos, segundo informou a meuDNA. "Exames moleculares, por exemplo, dão positivo quando encontram genes do vírus na amostra analisada. Nesses casos, a detecção da variante dependerá de qual gene é analisado no teste e se ele sofreu mutações ou não."

A maior parte das mutações observadas até agora está no gene S, que codifica a proteína spike, responsável pela entrada do vírus nas células animais. Por isso, testes que buscam pelo vírus baseados nesse gene terão dificuldades em detectar as novas variantes e podem gerar resultados falso-negativos.

O meuDNA Covid, por exemplo, tem alta especificidade para o gene N, sendo capaz de identificar as novas variantes com a mesma precisão do coronavírus original.

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