O Regen-Cov é capaz de reduzir a infecção causada pelo coronavírus
Fusion Medical Animation/Unsplash
O Regen-Cov é capaz de reduzir a infecção causada pelo coronavírus

O medicamento Regen-Cov, produzido pela farmacêutica Regeneron, é capaz de reduzir significativamente o risco de infecção pela Covid-19 entre pessoas que moram na mesma casa. As informações são de um estudo publicado na última quarta-feira pela revista The New England Journal of Medicine. 

Regen-Cov combina os anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe, porém, o medicamento não substitui as vacinas. Ele tem a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial no Brasil desde abril deste ano.

Nos Estados Unidos, o medicamento tem autorização da agência Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês) para uso emergencial em pessoas com 12 anos ou mais com alto risco de evolução para quadros graves da doença e que ainda não foram imunizadas com vacinas.

Mais de 1.505 pessoas com 12 anos ou mais participaram do estudo. Os voluntários foram selecionados entre pessoas que dividiram a casa com pacientes diagnosticados com Covid-19 dentro de um intervalo de até 96 horas.

Um grupo dessas pessoas recebeu uma injeção em dose única de 1.200 mg do medicamento e outro grupo recebeu um placebo.

Aproximadamente 30% dos voluntariados se enquadravam em algum grupo de risco para complicações da Covid-19, como idade avançada ou doenças crônicas.

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Dos 753 voluntários que tomaram a injeção de Regen-Cov após o diagnóstico positivo de um residente da casa, apenas 11 (1,5%) desenvolveram infecção sintomática.

Por outro lado, 59 pessoas do grupo de 752 indivíduos que receberam o placebo (7,8%) desenvolveram a doença.

Ainda, as pessoas que receberam a injeção e desenvolveram sintomas da Covid-19 tiveram melhora mais rápida da infecção comparadas àquelas que tomaram placebo e foram infectadas.

Os participantes do grupo que recebeu o Regen-Cov não necessitaram ida ao hospital ou internação. No entanto,  quatro participantes que receberam o  placebo foram à emergência de um hospital ou precisaram de internação.

Os voluntários foram acompanhados semanalmente pelos pesquisadores com a realização de quatro exames do tipo RT-PCR no intervalo de 28 dias.

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