Covid: 95% dos internados no Rio hoje não tomaram nem a 1ª dose, diz prefeitura
SILVIO AVILA
Covid: 95% dos internados no Rio hoje não tomaram nem a 1ª dose, diz prefeitura

Os dados de internação por síndrome respiratória aguda grave no Rio de Janeiro dão a dimensão da importância de se vacinar contra a Covid-19. Segundo a prefeitura, 95% dos internados com sintomas do novo coronavírus na cidade hoje não tomaram sequer a primeira dose de um imunizante. O dado foi compartilhado na apresentação do 31° boletim epidemiológico da cidade, nesta sexta-feira.

"Avançamos muito na vacinação de 40 a 59 anos, e isso diminui a internação nesse grupo, assim como a internação global na cidade, que vem diminuindo bastante. Agora, temos uma situação que merece atenção: só 5% das pessoas que se internam tomaram pelo menos a primeira dose da vacina. Noventa e cinco por cento das pessoas internadas são pessoas que não se vacinaram", disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. "As vacinas funcionam, elas têm efeito, mas ainda há muita internação dos que não se vacinaram por motivos diversos".

Já o prefeito Eduardo Paes pediu desculpas pela maneira como comunicou o plano de reabertura da cidade. Isso pode ter dado margem à interpretação de que o cenário epidemiológico do Rio era favorável, admitiu:

"Pequeno aumento importante é um grande aumento. Temos tido nessa semana e no fim da semana passada um aumento do número de casos de novo. A gente vinha tendo redução. Isso é basicamente fruto da variante Delta. E me leva a reafirmar algo que eu pessoalmente talvez tenha comunicado mal. Quando a gente anuncia uma programação de reabertura, e eu assumo responsabilidade por isso, a gente não quer dizer que tudo está sob controle. Toda nova medida tem relação com o cenário epidemiológico. Se a gente tem o número de casos aumentando, a tendência é fechar, não abrir. Assumo aqui a responsabilidade por ter passado uma outra impressão", disse.

Ele acrescentou que pode recuar do plano de reabertura anunciado, caso o cenário da pandemia piore:

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"Se pareceu que eu comuniquei isso com o calendário de planejamento, não foi essa a minha intenção. Eu me equivoquei na maneira como me comuniquei, passei a impressão de que estava tudo bem, mas não está. Temos um cenário de reabertura, mas, se o cenário epidemiológico piorar, vamos pensar em outra coisa. Não tem o menor problema em recuar naquele plano".

Paes também reiterou a relevância dos números levantados pela secretaria e insistiu para que os cariocas procurem se vacinar na data elegível:

"Só 5% das internações são de pessoas que se vacinaram. Quem está sendo internado é quem não tomou a primeira dose. Isso mostra a força da vacina e a importância de ir tomar a sua dose".

Os dados corroboram os estudos internacionais que apontam para a eficácia dos imunizantes disponíveis no combate à variante Delta — que, segundo a subsecretaria de Vigilância em Saúde, já corresponde a 50% dos casos de novas linhagens identificados na cidade.

Segundo a prefeitura, a única morte causada pela variante Delta no Rio até agora foi de uma senhora que recusou a vacina.

"A maioria absoluta de casos da Delta é de síndrome gripal. Registramos um óbito. Foi de uma idosa que não se vacinou. Inclusive, segundo nossa investigação, ela não tinha se vacinado por opção, porque tinha medo das reações adversas e acabou não se vacinando", disse o subsecretário de Vigilância em Saúde, Márcio Garcia.

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