Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Tony Winston/MS
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Em meio a reclamações de Rio e São Paulo sobre falta de imunizantes para dar sequência à campanha de vacinação contra a Covid-19 , o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse neste domingo que não há represamento de vacinas no Brasil. Segundo ele, os antígenos podem faltar "eventualmente", caso as secretarias locais não façam reservas de doses, mas não por falta de encaminhamento do ministério.

"Existem alguns municípios que só aplicam 70% das doses distribuídas (pelo ministério) e existem outros municípios, como é o caso de Rio de Janeiro e São Paulo, que já aplicaram mais de 90% das doses distribuídas", disse o ministro, que acompanhou a aplicação da segunda dose de AstraZeneca em Botucatu (SP), onde a Unifesp coordena um estudo sobre os efeitos da vacinação em massa entre adultos.

"Assim que (a vacina) chega (no Brasil), a gente procura liberar. Eventualmente, quando a velocidade de vacinação no município é grande, pode ser que um dia falte dose", completou Queiroga. "A gente quer represamento na água dos nossos mananciais para gerar energia. Dose de vacina fica represada no braço da população".

Na manhã de sábado, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, havia afirmado que o Rio pode suspender mais uma vez a campanha de vacinação caso não receba mais imunizantes. No fim do dia, o ministério anunciou que "nos próximos dias" vai entregar mais 416 mil doses ao estado do Rio .

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) ameaçou ir à Justiça para receber 228 mil doses da Pfizer que esperava receber na quarta-feira. A mudança no cronograma federal pode atrapalhar os planos paulistas de começar a vacinação de adolescentes no dia 16. Dois dias depois, após se reunir com o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, Queiroga disse que técnicos do ministério e da secretaria estadual tentariam chegar a um "denominador comum". Neste domingo, ele voltou ao assunto:

"Há uma divergência de cálculo entre os técnicos do Ministério da Saúde e os técnicos da Secretaria Estadual de São Paulo", afirmou, sem dar maiores detalhes sobre como ficará a distribuição da Pfizer para São Paulo.

A previsão do Ministério da Saúde é vacinar 66 mil moradores de Botucatu maiores de 18 anos neste domingo, a exemplo do que ocorreu em 16 de maio, quando foi aplicada a primeira dose do imunizante. Um mês após a aplicação do imunizante, a cidade registrou queda de 81% no registro de novos casos e 46% nas internações provocadas por Covid-19, segundo a prefeitura.

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