São Paulo quer antecipar 2ª dose da Pfizer se receber mais vacinas, diz Doria
Isabela Silveira
São Paulo quer antecipar 2ª dose da Pfizer se receber mais vacinas, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou na manhã desta segunda-feira que o estado pode encurtar o intervalo entre a primeira e a segunda dose da Pfizer, atualmente de 120 dias, para 30 dias. A medida dependeria de maior agilidade no envio de vacinas por parte do Ministério da Saúde, segundo ele.

A declaração de Doria foi feita durante uma coletiva de imprensa nesta manhã para anunciar a liberação de 2 milhões de doses da CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). No total, 66,85 milhões de imunizantes já foram enviados ao governo federal.

O Ministério já havia anunciado, em 27 de julho, que planejava diminuir o intervalo com o objetivo de conter a disseminação da variante delta do coronavírus, considerada mais transmissível. A antecipação da segunda dose da Pfizer dependeria, segundo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, do abastecimento no país do imunizante fabricado pela farmacêutica americana.

"No caso da Pfizer, com certeza absoluta poderemos reduzir o prazo se tivermos vacinas. A bula permite isso. Mas precisamos das vacinas", afirmou o governador.

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O governo de São Paulo se queixa de que o governo federal enviou 228 mil doses da menos de vacinas contra a Covid-19 ao estado. A demora do Ministério tem sido alvo de críticas. No sábado, o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que a Prefeitura da capital pode suspender a campanha de vaincação contra a Covid-19 se o governo não entregar as doses em estoque.

Questionado sobre a medida tomada pela Prefeitura de São Paulo de tornar compulsória a vacinação contra Covid-19 para servidores públicos e funcionários municipais da capital paulista, Doria afirmou não ter planos para repetir a obrigatoriedade para servidores estaduais. Mas disse apoiar a decisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

"Neste momento ainda não (há planos para obrigar a vacinação). Desejamos avançar mais a vacinação. Isso não significa que temos qualquer censura a essa decisão da prefeitura. Todo prefeito tem o direito e pode fazer isso de acordo com suas necessidades", declarou.

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, disse ter ido a Brasília na sexta-feira para reclamar com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, da demora no envio de vacinas ao estado. Gorinchteyn ameaçou judicializar o caso.

"Nós ainda estamos em negociação. Se não tivermos as 228 mil doses, teremos que tomar a Justiça como forma de discutir essa injustiça", disse o secretário.

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