Prefeitura do Rio suspende vacinação de primeira dose nesta quarta-feira (11)
Reprodução: iG Minas Gerais
Prefeitura do Rio suspende vacinação de primeira dose nesta quarta-feira (11)


A Prefeitura do Rio anunciou que vai suspender a vacinação de primeira dose prevista para esta quarta-feira na cidade. Pelo Twitter, o prefeito Eduardo Paes creditou a decisão ao atraso no envio do imunizante contra a Covid-19 pelo Ministério da Saúde. A expectativa é que o calendário seja retomado normalmente na quinta, mas ainda não se sabe como ficará o cronograma. Nesta quarta, seguindo a previsão de uma faixa etária por dia, seriam vacinados os cariocas de 24 anos.

"Infelizmente, fomos informados de que as vacinas previstas para hoje (terça-feira) só chegarão nessa madrugada. Isso nos leva a ter que suspender a vacinação da primeira dose no dia de amanhã (quarta-feira). Muito provavelmente retornamos na quinta. Em tempo: parte dessas 10 milhões de doses está lá desde 4 de agosto", escreveu Paes na rede social.

O atraso na entrega das doses por parte do governo federal vem sendo alvo de constantes críticas do prefeito Eduardo Paes e do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. A incerteza sobre as remessas do Ministério da Saúde tem deixado a programação sob suspense em um momento em que a cidade corre contra o tempo para aplicar a primeira dose em toda a população acima dos 18 anos até a semana que vem, com intuito de frear o avanço da variante Delta.

Nesta segunda, postos de saúde ficaram lotados de jovens de 26 anos em busca da proteção, com filas maiores que as observadas nas últimas semanas. O motivo, segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), foi o tamanho da faixa populacional contemplada, o que elevou para 70 mil o número de aplicações diárias, contra uma média que se mantinha em cerca de 50 mil.

Esse contexto tem deixado a prefeitura e o Ministério da Saúde em um cabo de guerra. Autoridades municipais apontam problemas de logística na distribuição, enquanto o governo federal afirma enviar as doses aos estados em até 48 horas após receber os carregamentos do exterior ou dos laboratórios nacionais.

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Soranz afirma que a remessa que chegou ao Rio domingo à noite, por exemplo, levou de seis a oito dias para ser entregue. Para manter a vacinação de segunda-feira, as doses tiveram que ser levadas aos postos de saúde de madrugada. Segundo o secretário, o Estado do Rio recebeu 285.460 doses da Pfizer e 129.600 da CoronaVac, que já estavam com o Ministério da Saúde havia mais de uma semana.

"O da CoronaVac foi entregue pelo Butantan na quarta passada. O da Pfizer era do estoque que tinha vacina até do dia 31 de julho. A expectativa era que o ministério distribuísse tudo em até 24 horas. Mas, infelizmente, isso não está acontecendo, e eles estão ajustando", explicou o secretário na ocasião, já anunciando a possibilidade de suspender a campanha na quarta-feira caso novas doses não chegassem rapidamente.

A falta de regularidade e de organização levou a Prefeitura do Rio a suspender a aplicação de primeiras doses em 23 de julho, e a vacinação só foi retomada cinco dias depois. Desde então, há sempre um risco de nova interrupção, tal qual acontecerá nesta quarta-feira. De acordo com Soranz, o problema atualmente não é a quantidade de vacinas entregues por lote, mas, sim, a velocidade da logística.

Já o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem culpado a “burocracia” nas etapas de liberação dos imunizantes. No último domingo, ele afirmou que não há represamento de vacinas e que os antígenos podem faltar "eventualmente", caso as secretarias locais não façam reservas de doses. Nos aeroportos, os processos têm até sido mais ágeis. A carga precisa ser liberada pela Receita Federal e, em seguida, passa pelo controle da Anvisa e do Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), o que tem sido feito em poucas horas.

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