Covid: Enfermeira é suspeita de aplicar mais de 8 mil doses falsas na Alemanha
Tamires Ferreira
Covid: Enfermeira é suspeita de aplicar mais de 8 mil doses falsas na Alemanha

Uma enfermeira, cuja identidade não foi revelada, é suspeita de aplicar 8,6 mil vacinas falsas contra a Covid-19 em moradores do distrito rural de Frísia, na Alemanha. De acordo com a polícia, a profissional de saúde teria injetado uma solução salina nos pacientes.

O caso foi divulgado na terça-feira, após as autoridades convocarem o grupo afetado, solicitando que busquem novamente unidades de saúde para que realmente sejam imunizados.

A troca no conteúdo das seringas ocorreu entre os meses de março e abril. Embora a solução salina seja inofensiva, os moradores prejudicados são em sua maioria idosos com mais de 70 anos, considerados, portanto, grupo de risco para a Covid-19.

Em uma entrevista coletiva, o policial Peter Beer, que investiga o caso, disse que depoimentos de testemunhas levantaram as suspeitas. Ele ressaltou que não está claro o motivo de a enfermeira ter trocado as doses, mas destacou que ela havia feito publicações em redes sociais com comentários céticos sobre as vacinas.

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Segundo Beer, quando o caso começou a ser investigado, em abril, acreditava-se que apenas seis pessoas haviam sido prejudicadas, mas a investigação apontou que o problema era muito maior. Na época, as possíveis vítimas fizeram testes de anticorpos e foram vacinadas novamente. Agora, porém, os responsáveis pela imunização defendem que o melhor é aplicar mais uma dose em todos.

"Como a vacinação foi realizada há meses, a dinâmica dos anticorpos não pode ser avaliada individualmente com certeza. Assim, os testes de anticorpos não oferecem uma boa orientação na situação atual", explicou o Distrito em comunicado.

Procurados pela emissora de TV pública Norddeutscher Rundfunk, os advogados da enfermeira negam que haja alguma motivação polítia na atitude da cliente. Eles negam também que ela tenha aplicado a solução salina em tantas pessoas. "A ocorrência em 21 de abril foi um 'incidente único'. Não houve outros dias em que a vacina não tenha sido administrada", afirmaram em comunicado.

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