Fiocruz registra redução dos casos e mortes por Covid-19, mas acende sinal de alerta
Reprodução: iG Minas Gerais
Fiocruz registra redução dos casos e mortes por Covid-19, mas acende sinal de alerta


O observatório Covid-19, da Fiocruz, registra pela oitava semana consecutiva redução do número de casos, internações e óbitos. Apesar de ter havido diminuição das taxas de ocupação de leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, o estado do  Rio apresentou aumento no indicador pela terceira semana seguida, voltando a atingir o patamar de 70%, o que não ocorria desde meados de junho.

A taxa de mortalidade geral do Brasil diminuiu 0,9% ao dia. As maiores taxas de mortalidade foram verificadas em estados do Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás), além do Paraná, Rio de Janeiro e Roraima.

Já a taxa de incidência de casos de Covid-19 foi reduzida em 1,5% por dia. As maiores taxas de incidência foram observadas nos estados do Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás e no Distrito Federal), Sul (Paraná e Santa Catarina) e alguns estados do Norte (Roraima e Tocantins). Mas, no período de 1◦ a 14 de agosto, verificou-se alta abrupta no número de casos no Rio de Janeiro.

O estudo da Fiocruz aponta duas tendências consideradas preocupantes pelos pesquisadores: a alta circulação do vírus, atestada pelos testes (RT-PCR), e a estagnação no declínio no número de internações para algumas faixas etárias, especialmente entre idosos.

As internações hospitalares, internações em UTI e óbitos voltaram a se concentrar na população idosa, que apresenta maior vulnerabilidade dentre os grupos por faixas etárias. “Com relação aos óbitos, a mudança é mais dramática: há novamente uma concentração dos óbitos nas idades mais longevas, com completa reversão da transição da idade ocorrida nos meses anteriores”, observam os pesquisadores.

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O Observatório Covid-19 defende a importância da aceleração da vacinação, do uso de máscaras e do distanciamento físico. “Há uma retomada da circulação de pessoas nas ruas próximas ao padrão anterior à pandemia, devido a uma sensação artificial de que a pandemia acabou, contribuindo para um relaxamento das medidas de prevenção por parte das pessoas e gestores”, afirmam os pesquisadores do Observatório.

Alertas

O Rio de Janeiro, por exemplo, concentra vários casos identificados de Covid-19 em decorrência da variante Delta, e já registrou aumento da incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Também apresentam indícios de aumento de SRAG/Covid-19 ao longo das últimas seis semanas, o Rio Grande do Norte, Bahia e Paraná. Cerca de 98% dos casos de SRAG com confirmação positiva é por infecção do vírus Sars-CoV-2.

Além do Rio que chegou a 70% doe leitos ocupados, o Paraná também registrou aumento na taxa, passando de 59% para 61%, com destaque para elevação expressiva do indicador na capital do estado, Curitiba (65% para 73%).

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