Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Tony Winston/MS
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a culpa para a falta de estoque da Astrazeneca em São Paulo e outros quatro estados não é da pasta ou do governo federal. De acordo com ele, a expectativa da população pelas doses é resultado da "publicidade" feita em cima da vacina.

"Vocês podem ver, quem reclama? Quem são os reclamadores crônicos? E aí você verifica as publicidades que fizeram. Não foi o Ministério da Saúde que fez a publicidade nesse sentido", afirmou, sem citar o nome do governador João Doria (PSDB) .

"Ontem estive em Manaus para habilitar uma UBS fluvial. Lá tinha um posto de vacinação com Coronavac, AstraZeneca e Pfizer. Por que em uma unidade ribeirinha tem vacina e no principal estado do Brasil não tem? Porque lá no estado do Amazonas está se seguindo as orientações do PNI (Programa Nacional de Imunização)", continuou.

Doria  atribui a culpa da falta de imunizantes ao Ministério da Saúde e ameaçou ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso não receba um milhão de doses da Astrazeneca até esta terça-feira (14). Ele disse ter direito aos lotes de acordo com o que foi previsto no PNI.

A pasta, por outro lado, responsabilizou o governador pelo baixo estoque da vacina alegando que o estado não respeitou o calendário de imunização previsto pelo programa. De acordo com o Ministério, São Paulo teria usado as doses da segunda leva para vacinar mais pessoas na primeira rodada, o que é negado pela Secretaria de Saúde do estado.

"Cada um quer avançar [mais que o outro]. Isso não é aposta de corrida de Fórmula 1, é uma campanha de imunização que vem sendo feita com muito sucesso. As decisões são técnicas", acrescentou o ministro. "Se seguir o PNI vamos chegar fortes ao final dessa campanha de imunização, que já é um sucesso".

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