Adolescente recebe a vacina contra Covid-19
Camila Batista / Semsa
Adolescente recebe a vacina contra Covid-19

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo criticou a nota técnica divulgada hoje pelo Ministério da Saúde , que voltou atrás da decisão sobre vacinar adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. Segundo o Ministério, a vacinação deve se restringir aos jovens que possuem deficiência permanente, comorbidades ou estejam privados de liberdade.

Em nota, a pasta responsável pela gestão da saúde em SP afirmou que "o Governo de São Paulo lamenta a decisão do Ministério da Saúde, que vai na contramão de autoridades sanitárias de outros países. A vacinação nessa faixa etária já é realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações".

"A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles", prossegue. A Secretaria diz ainda que "coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público".

Um levantamento feito pelo governo estadual afirma que três em cada 10 adolescentes vítimas da covid-19 não tinha nenhuma comorbidade. O grupo responde por 6,5% dos casos e "assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais".

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