Vacina de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Vacina de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca

Um grupo de cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos diz ter descoberto o gatilho para casos raros e potencialmente letais de coágulos sanguíneos em pessoas recém-vacinadas com o imunizante anti-Covid da Universidade de Oxford e da  AstraZeneca.

De acordo com o estudo, publicado na revista Science Advances, a responsável por desencadear essa reação adversa é uma proteína chamada fator-4-plaquetário, que é atraída como um ímã pela superfície externa do adenovírus usado como vetor da vacina.

Os cientistas acreditam que, em seguida, o sistema imunológico pode confundir a proteína sanguínea com o adenovírus e enviar anticorpos para atacá-la. No entanto, esses anticorpos se uniriam à fator-4-plaquetário, possibilitando a formação de coágulos.

"O adenovírus tem uma superfície extremamente negativa, e a fator-4-plaquetário é extremamente positiva, então os dois se encaixam muito bem", disse o professor Alan Parker, da Universidade de Cardiff, que participou do estudo, à rede BBC.

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"Nós já temos o gatilho, mas ainda há uma série de etapas que precisam acontecer a seguir", salientou. Também ainda não está claro por que esse tipo de efeito colateral atinge sobretudo pessoas mais jovens.

A trombose associada a uma baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia) é bastante rara e, segundo a BBC, está relacionada a 73 mortes entre mais de 50 milhões de doses aplicadas no Reino Unido.

De fato, é mais fácil contrair um coágulo sanguíneo por meio da própria Covid-19 ou até viajando de avião. Ainda assim, esse efeito colateral moldou o uso da vacina da AstraZeneca na Europa, com alguns países aplicando-a preferencialmente em idosos ou até mesmo abrindo mão do imunizante.

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