CoronaVac
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu nessa terça-feira que ainda faltam informações para que o uso emergencial da Coronavac seja autorizado no público infantil. A decisão foi tomada após reunião com técnicos da Anvisa, representantes do Instituto Butantan e sociedades médicas.

Diante de dados apresentados por membros do Butantan, pesquisadores da Anvisa e especialistas, como pediatras e imunologistas, entenderam que o Instituto precisa apresentar dados ''ausentes no processo'' para, depois, avaliar se libera ou não a vacina da Coronavac em crianças e adolescentes.

''A Anvisa vai encaminhar ao Instituto uma série de questionamentos sobre dados que ainda não estão presentes no processo e que impedem a conclusão da análise pela Agência'', informou a agência reguladora em nota.

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De acordo com a Anvisa, técnicos apontaram que quase não houve mudanças ''em relação aos dados apresentados pelo Butantan entre o pedido de julho de 2021, no processo que foi indeferido, e o pedido mais recente.a reunião foi divida em duas etapas''.

A reunião foi divida em duas etapas. A primeira representantes do Instituto apresentaram estudos sobre o imunizante em crianças e responderam aos questionamentos de especialistas presentes no encontro. Em seguida, apenas técnicos da reguladora e representantes de sociedades médicas analisaram as informações prestadas pelo Butantan.

''Na avaliação dos técnicos da Anvisa e dos especialistas externos convidados há lacunas importantes nos dados apresentados pelo Butantan que ainda impedem afirmar de forma científica o grau de imunidade gerado nas crianças e adolescentes''

O Instituto Butantan divulgou uma nota em que ''agradece as associações médicas'' que estiveram na reunião e informou que ''foram apresentados dados robustos sobre imunogenicidade e segurança do imunizante mostrando, mais uma vez, que há elementos suficientes para autorização''.

Por se tratar de vacinas para crianças, a Anvisa incluiu as reuniões com especialistas da área no processo de autorização de imunizantes para esse público. Segundo a agência, a mesma medida foi adotada durante os estudos sobre a vacina da Pfizer, liberada para crianças na semana passada.

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