Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - 16.02.2022
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Nesta segunda-feira (23), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a atuação do  governo Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, em discurso à Assembleia Mundial da Saúde.

Queiroga mencionou investimentos de 110 bilhões de dólares no SUS e a vacinação completa de 80% da população brasileira. Entretanto, o ministro da Saúde omitiu questões delicadas do país relacionadas ao vírus, como os mais de 660 mil brasileiros mortos pela Covid-19 – que fizeram do Brasil o segundo país com o maior número de vítimas no mundo.

“O governo do Brasil defende de forma intransigente a vida, desde a concepção”, disse Queiroga, em referência à posição contra o direito ao aborto.

“A liberdade, a paz, e o respeito à soberania dos estados. Desde o começo da pandemia de Covid-19, o governo do presidente Jair Bolsonaro atuou para preservar vidas conciliando o equilíbrio econômico e a justiça social”,  afirmou o ministro na abertura de seu discurso.

A fala de Queiroga mostrou um posicionamento diferente da fala do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que reforçou a importância da continuidade dos cuidados contra a doença.

“Em muitos países todas as restrições foram suspensas e a vida se parece muito com antes da pandemia. Então acabou? Não, certamente não acabou”, disse Tedros.

O ministro da Saúde aproveitou o momento do discurso para defender outra bandeira eleitoral de Bolsonaro: o combate à corrupção.

“Ao mesmo tempo, combatemos incessantemente a corrupção, que retira oportunidades de cidadãos acessarem o sistema de saúde, impedindo a realização de políticas essenciais”, disse.

Queiroga defendeu a ampliação do acesso a “ alternativas terapêuticas mais eficientes para conferir a proteção da Covid-19“.

Encerrando seu discurso, o ministro pediu pelo avanço do desenvolvimento de imunizantes, conforme novas variantes surgem pelo mundo:

“É imperativo que tenhamos, em curto prazo, vacinas ainda mais seguras, eficazes e de custo-efetivo, que garantam mais proteção de novas variantes do vírus”, concluiu.

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