Joe Biden durante isolamento por conta da Covid-19
Reprodução/Twitter @POTUS - 21.07.2022
Joe Biden durante isolamento por conta da Covid-19

O chamado “rebote” da Covid-19, quadro de reinfecção do coronavírus precisa ser melhor avaliado, afirmou a Pfizer em comunicado recente enviado ao GLOBO. A farmacêutica é responsável pelo fármaco Paxlovid, utilizado pelo presidente Joe Biden e por outros pacientes que apresentaram diagnósticos semelhantes.

O tal rebote ocorre quando uma pessoa recém curada da Covid-19 volta a apresentar sintomas ou teste positivo para a doença entre 2 a 8 dias após a recuperação inicial. No caso de Biden, a separação entre o teste negativo e o positivo ocorreu em apenas três dias.
“A relevância clínica do ‘rebote’ da COVID-19 ainda é desconhecida, e mais avaliações são necessárias”, disse a farmacêutica, que ainda não tem estudos clínicos específicos sobre o tema. Até agora, os casos de rebote não configuram como quadros graves da doença, mas com quadros leves somados ao retorno da positividade. Joe Biden, por exemplo, afirmou que não teve retomada dos sintomas — mas testou positivo mesmo assim.

Há um artigo inicial, em pré-print, de médicos da cidade de Boston, nos Estados Unidos, sugere uma conexão entre o Paxlovid e o quadro. No documento, é dito que o medicamento age de maneira bastante rápida no organismo, impedindo que haja tempo suficiente para que o sistema imune “aprenda” a lutar contra o vírus. Deste modo, assim que o tratamento acaba, as células de defesa e anticorpos são surpreendidas a infecção, em alguns casos. O editor da revista científica The New England Journal of Medicine, Paul E. Sax. sugere que a Pfizer ofereça mais dados sobre o tema.

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), em comunicado de maio, afirmou que a retomada da Covid-19, após uma recente recuperação do paciente, pode ser parte do ciclo natural da doença — e não necessariamente ação do antiviral em pílulas da Pfizer. De todo modo, orienta que essas pessoas que apresentaram quadro repetido da infecção voltem ao isolamento por mais 5 dias e utilizem máscara por mais 10.

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos EUA, também avalia o aparecimento de casos semelhantes. Além disso, explica que nos estudos iniciais, o grupo que apresentou casos do tipo flutuavam entre 1% e 2%. Número semelhante ao que foi visto no grupo placebo (aquele que toma um medicamento inócuo nos testes para novas drogas). Por fim, ratifica que o medicamento atinge 88% de eficiência contra mortes em pacientes com risco agravado para piora da Covid-19, caso dos idosos e os imunossuprimidos. John Farley, diretor do departamento de doenças infecciosas do FDA ratifica que não está clara a relação do medicamento com a retomada da infecção e a indicação de uso das pílulas no país se mantém.

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