Poliomelite
Agência Brasil
Poliomelite

O Estado de Nova York, nos Estados Unidos, declarou estado de emergência após detectar a presença do vírus da poliomielite nas águas do esgoto do condado de Nassau. Desde abril, já foram identificadas amostras do patógeno também em quatro outros locais da região: no condado de Rockland, de Orange, de Sullivan e na cidade de Nova York.

A ordem executiva, assinada na sexta-feira pela governadora Kathy Hochul, aumenta a rede de estabelecimentos que podem aplicar vacinas contra a doença e ajuda a disponibilizar recursos para o combate à disseminação do vírus.

O anúncio acontece após, em meados de julho, ter sido confirmado o primeiro caso da pólio no país em quase uma década, em um homem adulto não vacinado que desenvolveu um quadro de paralisia, no Estado de Nova York.

"Não podemos arriscar com a poliomielite. Se você ou seu filho não estão vacinados ou não estão com as vacinas em dia, o risco de contrair a doença paralítica é real. Peço aos nova-iorquinos que não aceitem nenhum risco", afirmou a comissária de Saúde de Nova York, Mary Bassett.

De acordo com o Departamento de Saúde estatal, médicos e enfermeiros certificados poderão emitir pedidos médicos para a aplicação da vacina com o status de emergência.

Os moradores do estado que já completaram o esquema vacinal contra a poliomielite devem receber um reforço vitalício após entrarem em contato próximo com uma pessoa suspeita de estar infectada pelo vírus, acrescentou o departamento. Pessoas com exposição ocupacional a águas residuais “podem considerar um reforço”, destacou também a autoridade de saúde do Estado.

Neste ano, o poliovírus também foi encontrado nas águas do esgoto de Londres, no Reino Unido, informou a Agência de Segurança da Saúde britânica (UKHSA). A preocupação com a circulação do microrganismo levou o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização a orientar uma dose de reforço da vacina para todas as crianças entre 1 e 9 anos de idade.

Israel, que apresentou uma série de infecções no início do ano, também direcionou esforços para ampliar a baixa imunização no país.
No Brasil, há um caso suspeito da doença em investigação na cidade de Rorainópolis, em Roraima. Se confirmado, será o primeiro diagnóstico desde 1989. O temor em relação ao ressurgimento da paralisia infantil no mundo preocupa especialistas brasileiros, que alertam para a baixa cobertura vacinal contra o vírus.

Segundo o Ministério da Saúde, a campanha deste ano alcançou apenas 35% das crianças entre 1 e 5 anos de idade, embora a meta seja de 95%. A taxa levou a pasta a estender até 30 de setembro a iniciativa.

*Com informações de agências internacionais

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