O Ministério da Saúde confirmou, nesta segunda (02), que o país já soma 88 casos de Mpox - antes conhecida por varíola do macaco - apenas nos meses de janeiro e fevereiro. O avanço da doença, distribuído por sete unidades da federação, forçou o Governo Federal a intensificar o monitoramento epidemiológico e a emitir orientações técnicas estratégicas para conter uma possível nova onda em larga escala.
Até o momento, o vírus circula com maior incidência em polos urbanos e rotas de conexão internacional. A cidade que mais lidera o número de casos é São Paulo, que desde janeiro registrou 62 casos, seguido pelo Rio de Janeiro com 15 casos, Rondônia teve quatro registros, Minas Gerais e Rio Grande do Sul com três e dois casos, respectivamente, e o Paraná e Distrito Federal com um caso confirmado cada.
O imensa maioria dos casos (mais de 95%) apresenta quadros leves a moderados, caracterizados por erupções cutâneas, febre e dores musculares. Não há registro de óbitos decorrentes da doença em 2026.
O aparecimento de casos em Rondônia chama a atenção das autoridades pela logística regional, enquanto o eixo SP, RJ e DF segue como o ponto de maior preocupação devido ao fluxo migratório e turístico.
Resposta do Executivo
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a estratégia atual é preventiva e focada no bloqueio de transmissão. Em nota técnica, a pasta orientou que as secretarias estaduais de saúde padronizem o isolamento de pacientes suspeitos e agilizem a testagem molecular.
Já em nota oficial, a pasta informou que segue monitorando a situação e atuando em conjunto com as vigilância epidemiológicas estaduais e reforçou ainda, que a maioria dos casos é de leve ou moderada. A orientação do Ministério é que pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato e não compartilhar objetos de uso pessoal.
Vigilância nas Fronteiras
O reforço na fiscalização sanitária em terminais aeroportuários e portuários visa identificar passageiros com sintomas visíveis (como lesões cutâneas e febre) antes que a transmissão comunitária se intensifique. O Ministério da Saúde trabalha em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para atualizar os protocolos de triagem de viajantes vindos de áreas com surtos ativos no exterior.
A orientação para a população é clara: ao notar febre súbita, gânglios inchados ("ínguas") e erupções na pele, a busca por uma unidade de saúde deve ser imediata. A Mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais ou materiais contaminados.