
O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem registrado crescimento expressivo no Brasil, o que tem impactado também na alta de hospitalizações por Influenza A no país.
Além do tipo de influenza, também foram registrados casos de rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) nos hospitais de alguns estados do Brasil.
De acordo com o Boletim InfoGripe, da Fiocruz, ao menos 22 unidades federativas apresentaram casos da doença em níveis de alerta, risco ou alto risco, nas últimas duas semanas.
Confira a lista de estados:
- Rio de Janeiro;
- Acre;
- Amazonas;
- Pará;
- Amapá;
- Rondônia;
- Roraima;
- Tocantins;
- Mato Grosso;
- Mato Grosso do Sul;
- Goiás;
- Distrito Federal;
- Maranhão;
- Ceará;
- Rio Grande do Norte;
- Paraíba;
- Piauí;
- Sergipe;
- Alagoas;
- Bahia;
- Minas Gerais;
- Espírito Santo.
Atualização recente mostra indícios de interrupção do crescimento no Pará, Ceará e Pernambuco. No entanto, continuam aumentando na maioria dos estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia) e em alguns do Norte (Amapá, Rondônia) e Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo) e no Mato Grosso.
O que aponta o estudo?
De acordo com o boletim, há uma relação de crescimento entre o rinovírus que tem impulsionado o aumento dos casos de SRAG em grande parte desses estados, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
Em 2026 já foram notificados 24.281 casos de SRAG, sendo 9.443 (38,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 9.951 (41%) negativos e cerca de 3.085 (12,7%) aguardando resultado laboratorial.
A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, chama atenção que é essencial que as pessoas de maior risco, como idosos, imunocomprometidos e crianças, tomem a vacina da influenza assim que ela chegar aos postos de saúde, para frear o crescimento acelerado das hospitalizações pelo vírus em diversos estados do país.
Para quem mora em regiões com alta de SRAG, Portella também recomenda o uso de máscara em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas, especialmente para os grupos de risco.
“Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas se não for possível, recomendamos sair usando uma boa máscara, como PFF2 ou N95, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, recomenda.