
O Sistema Único de Saúde (SUS) atravessa uma fase de transição tecnológica, com o crescimento do uso da Inteligência Artificial (IA) como uma ferramenta de gestão e aprimoramento. No Distrito Federal (DF), por exemplo, o Hospital Regional do Gama (HRG) será a primeira unidade a testar, a partir de setembro, a plataforma "Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente".
O projeto, orçado em R$ 3,8 milhões, pretende substituir o modelo de atendimento reativo por um acompanhamento contínuo e automatizado. Segundo os responsáveis pela iniciativa, a tecnologia utiliza IA para analisar tanto dados estruturados quanto narrativas médicas, o que possibilitará a detecção precoce de quadros graves, como sepse e insuficiência respiratória.
Segurança de dados
Para viabilizar o uso de informações sensíveis na rede pública do Distrito Federal, a plataforma utiliza camadas de proteção que incluem anonimização de dados, preservando a identidade dos usuários, blockchain e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O projeto é coordenado pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), via Programa Desafio DF. Após a fase inicial no Hospital Regional do Gama (HRG), a previsão é que o sistema seja expandido para as demais unidades da rede de saúde do Distrito Federal.
A inteligência artificial permite transformar dados dispersos em informação acionável. Com ela, ganhamos previsibilidade, reduzimos riscos e damos mais segurança ao paciente e à equipe". Marcelo Fiche, coordenador do projeto pela RBCIP