Vacina contra HPV reduz 58% de câncer cervical em mulheres
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Vacina contra HPV reduz 58% de câncer cervical em mulheres

O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia de vacinação contra o HPV  para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam nenhuma dose do imunizante. A medida amplia o prazo da campanha de resgate para alcançar quem perdeu a oportunidade de se vacinar na faixa etária recomendada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a pasta, a expectativa é imunizar mais de 600 mil adolescentes e jovens que ainda não foram vacinados. Até junho deste ano, cerca de 287 mil pessoas dessa faixa etária já haviam recebido a dose por meio da estratégia.

Para ampliar a cobertura vacinal, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a intensificarem a vacinação em escolas, universidades e outros espaços frequentados pelos jovens, além de reforçarem as campanhas de conscientização sobre a importância da imunização.

A vacina contra o HPV é considerada uma das principais formas de prevenção de diversos tipos de câncer associados ao papilomavírus humano, além de reduzir a circulação do vírus na população.

Como o HPV é transmitido e quais os riscos

O HPV, sigla para papilomavírus humano, é um grupo formado por mais de 200 tipos de vírus, dos quais cerca de 40 podem infectar a região genital, anal e a boca e garganta. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, mas também pode acontecer pelo contato direto entre pele e mucosas infectadas.

Na maioria das pessoas, a infecção desaparece espontaneamente. No entanto, quando o vírus permanece no organismo por vários anos, pode provocar alterações nas células e favorecer o desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), praticamente todos os casos de câncer do colo do útero estão relacionados à infecção persistente pelo HPV. O vírus também está associado aos cânceres de ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe, região que engloba parte da boca e da garganta.

Além dos tumores, alguns tipos do HPV são responsáveis pelo aparecimento de verrugas genitais.

Quem pode receber a vacina no SUS

Atualmente, o SUS oferece gratuitamente a vacina quadrivalente contra o HPV em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Com a prorrogação anunciada pelo Ministério da Saúde, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que nunca receberam o imunizante também poderão ser vacinados até 31 de dezembro.

A vacina utilizada na rede pública protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero e também estão relacionados a outros tumores. Já os tipos 6 e 11 causam aproximadamente 90% das verrugas genitais.

Além da vacinação de rotina, o SUS também disponibiliza o imunizante para grupos com condições específicas, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de violência sexual, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde.


Vacina nonavalente oferece proteção ampliada

Na rede privada, está disponível a vacina HPV nonavalente, que amplia a proteção contra o vírus.

Além dos tipos 6, 11, 16 e 18, presentes na vacina aplicada pelo SUS, ela também protege contra os tipos 31, 33, 45, 52 e 58, que também estão associados ao desenvolvimento de cânceres relacionados ao HPV, especialmente o câncer do colo do útero.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a inclusão desses cinco tipos aumenta a cobertura contra cepas de alto risco e amplia a prevenção de lesões que podem evoluir para câncer.

Especialistas reforçam que a vacinação apresenta maior eficácia quando realizada antes do início da vida sexual, período em que a pessoa ainda não teve contato com o vírus. Ainda assim, a estratégia de resgate representa uma oportunidade para adolescentes e jovens que perderam a vacinação na idade indicada e continuam sem proteção contra o HPV.

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