O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus
Foto: Reprodução/Instagram
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), lamentou nesta terça-feira (29) que o mundo tenha atingido 1 milhão de mortes por Covid-19, mas afirmou que “nunca é tarde para reagir”.

Tedros afirmou que a marca é “um momento difícil para o mundo”. No entanto, destacou que sinais de esperança encorajadores para o futuro.

Em um artigo publicado no jornal britânico “The Independent”, o diretor-geral da OMS cita exemplos de países que responderam de forma eficaz e integrada à pandemia.

Na América do Sul, deu o exemplo do Uruguai, que tem o menor número de casos e mortes da região. “Isso não é um acidente. O Uruguai tem um dos sistemas de saúde mais robustos e resilientes da América Latina, com investimento sustentável baseado em um consenso político sobre a importância de investir em saúde pública”, disse Tedros.

Para o diretor-geral da OMS, a situação pode ser revertida. “Nunca é tarde para mudar o curso das coisas”, afirmou ele.

Tedros reiterou as recomendações que têm sido feitas pela OMS desde o início da pandemia, como a adoção de regras para que as pessoas evitem espaços fechados e lugares lotados, além da criação de sistemas para rastrear contatos com infectados.

O representante da OMS voltou a pedir apoio para o programa da entidade para distribuir de forma igualitária vacinas contra a Covid-19. O projeto precisa de US$ 35 bilhões, apenas 1% do que os países do G-20 já injetaram em suas respectivas economias em pacotes de estímulo.

“A história nos julgará pelas decisões que tomaremos e não tomaremos nos próximos meses. Vamos aproveitar a oportunidade e transpor as fronteiras nacionais para salvar vidas e meios de subsistência”, escreveu.

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