Governo do Estado de São Paulo
"Elas [doses] estarão disponíveis, resta saber quem vai financiar as vacinas", disse Dimas Covas

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou, nesta quarta-feira (21), que os 46 milhões de doses da Coronavac serão produzidas no Brasil e estarão à disposição do governo federal em dezembro. Mas, classificou o financiamento da  vacina chinesa como uma "preocupação" e "uma questão crítica".

Isso porque o Ministério da Saúde voltou atrás sobre a compra das primeiras 46 milhões de doses da vacina desenvolvida e testada pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

"O Butantan vai produzir as 46 milhões de doses que estarão disponíveis ao Programa Nacional de Imunizações no final desse ano. Se acontecer a incorporação ao PNI, essas vacinas estarão prontas para serem distribuídas para todo o país. Se não acontecer, elas estão também estarão disponíveis, a questão será o financiamento", disse hoje o diretor da instituição ligada ao governo paulista. 

Diante do imbróglio criado por causa da vacina, o diretor do Butantan reforçou a importância de definição sobre quem financiará a produção das primeiras doses do imunizante, que ainda tem que ser aprovado pela Anvisa.

"Neste momento é uma questão crítica, porque obviamente que as vacinas têm custo. Elas estarão disponíveis, resta saber quem vai financiar as vacinas", acrescentou Dimas Covas

Dimas Covas  também esteve em Brasília para participar da reunião com o diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn. 

O impasse entre Doria e Bolsonaro começou na manhã de hoje, quando o presidente disse em redes sociais que o governo não compraria vacinas de origem chinesa. O ministério da Saúde negocia com o governo Doria o financiamento para produção de 46 milhões de doses da vacina chinesa, em São Paulo. 

Atualmente, o Brasil tem quatro testes de vacinas em andamento. Além da Sinovac, há uma desenvolvida em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, e que será produzida pela Fiocruz. A Anvisa também já deu aval a estudos clínicos de uma vacina em desenvolvimento pela Pfizer e de outra da Janssen, braço farmacêutico da Johnson&Johnson.

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