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Pesquisadores da Flórida utilizaram impressoras 3D para produzir hastes flexíveis usadas em exame de Covid-19
Foto: Redação Olhar Digital
Pesquisadores da Flórida utilizaram impressoras 3D para produzir hastes flexíveis usadas em exame de Covid-19

Com tantos testes para identificação de Covid-19 sendo realizados por todo o mundo, já era esperado que materiais para estes exames começassem a apresentar escassez. É o caso dos cotonetes nasais utilizados para os testes de swab. Pensando nisso, pesquisadores do Departamento de Radiologia da University of South Florida (USF, na sigla em inglês) criaram um método de produzir estes cotonetes a partir de impressoras 3D.



A invenção já passou por um primeiro teste clínico. Segundo o USF, uma gama dos cotonetes também já foi impressa e está sendo utilizada ao redor do mundo. "Até o momento, a USF Health imprimiu mais de cem mil cotonetes NP 3D, e hospitais em todo o mundo usaram nossos arquivos 3D para imprimir dezenas de milhões de cotonetes para uso em pontos de atendimento", explicou Summer Decker, diretora de Aplicações Clínicas 3D do Departamento de Radiologia do USF.

 “A Covid-19 aparece primeiro nas regiões nasofaríngeas e de lá é inalada para o sistema respiratório”, ressaltou Summer.

Após esta etapa, o protótipo foi enviado para especialistas em doenças infecciosas da USF e da Northwell para testes de validação. Todo o processo de impressão dos cotonetes pode levar até 15 horas dependendo da impressora. Após a produção, eles são enxaguados em álcool isopropílico, curados e inspecionados manualmente quanto a defeitos. 

Por fim, um membro da equipe de doenças infecciosas do hospital no qual é impresso examina cada cotonete antes de ser esterilizado em uma autoclave e embalado em um kit de teste.

Testes de comparaçãoPara provar a eficácia dos cotonetes 3D, a equipe realizou testes de comparação de desempenho entre os swabs NP 3D e os swabs flocados em alguns hospitais da Flórida, Nova York e Filadélfia. Em três locais de ensaios, 291 pacientes, com idades entre 14 e 94 anos, foram testados.

As análises com os cotonetes 3D apontaram resultados estatisticamente idênticos ao identificado com os cotonetes flocados."Os resultados foram extremamente positivos", falou Summer. "O ensaio clínico mostrou que os swabs nasais 3D tiveram um desempenho tão bom - ou, em alguns casos, melhor do que - os swabs flocados", acrescentou.

O cotonete 3D já recebeu reconhecimento nacional e internacional como um exemplo do poder da impressão 3D médica e da inovação rápida para fornecer soluções clínicas. Por isso, a USF entrou com um pedido de patente provisória para o cotonete 3D NP e disponibilizou os arquivos do projeto e os dados clínicos sem custo para os hospitais, clínicas e empresas de dispositivos médicos licenciadas em todo o mundo.

"Este projeto mostra novas maneiras como os departamentos de radiologia em todo o mundo podem impactar diretamente hospitais e cuidados clínicos durante uma crise como a de Covid-19", finalizou Summer.

Fonte: Medical Xpress

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