Pessoa caminham no centro de Manaus
Foto: Mário Oliveira/SECOM
Pessoa caminham no centro de Manaus

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recomendam com urgência o retorno do isolamento social em regiões do Brasil com alta da Covid-19.

De acordo com os pesquisadores, o País vive um aumento acelerado de contaminados sem sequer acabar a primeira onda.

Os pesquisadores da UFRJ pedem ainda que os governos municipal, estadual e federal façam uma ação unificada e solicitam também a adoção de medidas como "suspensão imediata de eventos presenciais, sejam sociais, esportivos ou culturais, fechamento das praias, e avaliação da decretação de lockdown caso o cenário epidemiológico da doença se mantenha ou se agrave."

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 9,7 milhões de brasileiros não seguiram nenhuma medida de restrição no mês de outubro, isso equivale a 4,6% da população do País. Comparado ao mês de setembro, houve um aumento de 1,6% nas pessoas que não fizeram isolamento social.

Os pesquisadores da Fiocruz destacam que "as grandes orientações devem ser seguidas como medida protetiva para proteger e salvar vidas, tais como restringir qualquer aglomeração, organização do transporte público para evitar lotação, suspender atividades econômicas não essenciais e fortalecer as principais medidas sanitárias como o distanciamento social, uso obrigatório de máscaras e álcool em gel a 70%, dentre outras que se somam aos cuidados familiares e domésticos."

Espera por leitos de UTI

A taxa de ocupação dos leitos de UTI de Covid-19 no Rio de Janeiro se mantém acima dos 90% apesar da abertura de novos leitos no fim de semana. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 93% das vagas para pacientes graves estão ocupadas, com 548 pessoas internadas.

Ao todo, 259 pessoas esperam para ser transferidos para leitos de Covid-19 na capital e na Baixada Fluminense. Entre elas, 164 precisavam de leitos de UTI. Segundo a secretaria, as pessoas que aguardam vagas de terapia intensiva estão sendo assistidas em leitos de unidades pré-hospitalares, com monitores e respiradores.

No estado do Rio de Janeiro,  341 suspeitos ou confirmados de coronavírus aguardam transferência para leitos de internação, sendo 119 para enfermaria e 222 para UTI, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.

Na rede estadual de saúde, a taxa de ocupação das vagas para covid-19 está em 70% em leitos de enfermaria e 81% em leitos de UTI.

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