Antonio Barra Torres%2C diretor-presidente da Anvisa
Foto: Reprodução/Globonews
Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa

Antônio Barra Torres, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estipulou que "ainda não é o momento de estipular prazos" ao ser questionado sobre uma vacina contra a Covid-19. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (7), Barra Torres explicou que  que "nenhuma das quatro vacinas em desenvolvimento no Brasil apresentou protocolos de registro".

No início da tarde de hoje (7), o governador João Doria (PSDB) anunciou o plano de vacinação estadual e prometeu que a imunização para os brasileiros deve ter início no dia 25 de janeiro. 

"Na última semana, sinalizamos que a Anvisa está aberta para analisar pedidos de uso emergencial dos imunizantes, mas até o momento não recebemos nenhuma solicitação oficial por parte dos laboratórios. Os que se interessarem, podem solicitar o uso emergencial a qualquer momento. A partir de então, buscaremos fazer uma análise bem feita e no menor tempo possível. No entanto, não fixamos um mês ou dia de aprovação. Para as autoridades que assim fazem, desejo boa sorte. Enquanto isso, continuaremos trabalhando com o mundo real, o mundo científico. Se for possível, a vacinação será antecipada. Se não, também será pelo bem da sociedade. A imunização virá no menor e melhor tempo possível, mas não há condições de apontar um dia ou um mês", disse o diretor-presidente da Anvisa.

 De acordo com Torres, as vacinas devem ser inclusas no Programa Nacional de Imunização ainda no primeiro semestre de 2021. "Apesar da previsão, não vou criar expectativa na população que já está tão sofrida com a pandemia com as notícias conflitantes. É terrível criar uma expectativa que pode não se concretizar. Preciso deixar claro que o processo de aprovação e registro dos imunizantes são dinâmicos, ou seja, podem ocorrer interferências e problemas capazes de mudar todo o calendário. Poderemos ter a grata alegria de, logo na virada do ano, termos uma possibilidade concreta de distribuição da vacina ou de, ainda em 2020, aprovarmos o uso emergencial. Essas hipóteses podem acontecer, mas não devemos colocar prazos", pontuou.

Barra Torres destacou a necessidade de um processo rigoroso para a aprovação dos medicamentos. "Não é possível brincar nesta hora, estamos falando de uma coisa muito séria. Tratamos de atestar a uma mãe, a um pai, esposo ou esposa que podem usar as vacinas com a certeza de qualidade, segurança e eficácia. Por isso, encaramos o assunto com toda a seriedade que ele demanda", disse.

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