CoronaVac
Fotoarena / Agência O Globo
Vacina Coronavac, desenvolvida pela China, contra a Covid-19

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, divulgou na tarde desta quinta-feira (10) o cronograma de produção da vacina Coronavac, que começou a ser fabricada ontem em larga escala na fábrica do Instituto em São Paulo. De acordo com Covas,  12 estados e 276 cidades já manifestaram interesse em adquirir o imunizante.

Ainda segundo o Insituto, 245 colabores estão envolvidos no processo até agora, e mais 120 devem ser contratados para a linha de produção. A produção deve seguir funcionando por 24 horas, sete dias por semana. Segundo o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a expectativa é de que 1 milhão de doses sejam produzidas por dia. 

O Envase da vacina deve ser feito em 4 fases: transferência do produto para agitação, envase, inspeção visual e embalagem e, por último, um teste de qualidade. O Insituto ainda reforça que essa será a primeira vacina contra a Covid-19 a ser produzida em solo nacional.

Com o conteúdo envasado, são feitos testes de qualidade por amostragem, incluindo aspecto, pH, volume extraível, volume médio, teor de alumínio, vedação, osmolalidade, identidade, conteúdo antigênico, toxicidade, esterilidade e endotoxina. A vacina ainda não recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

“Trata-se de um momento histórico. O Butantan mais uma vez sai na frente e começa a produzir no país uma vacina de vital importância para salvar milhões de vidas, colocando toda sua expertise e tecnologia acumulados em 120 anos a favor da saúde dos paulistas e brasileiros”, afirma Dimas Covas, Diretor do Instituto Butantan.

Na fábrica, que recebeu transferência de tecnologia da chinesa Sinovac, 600 litros de insumos devem dar origem a 1 milhão de doses da CoronaVac. De acordo com o governo estadual de São Paulo, a expectativa é de que até fevereiro de 2021, 60 milhões de doses estejam disponíveis aos brasileiros.

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