João Doria
Reprodução: ACidade ON
Doria volta a afirmar vacinação em janeiro no estado de São Paulo

SÃO PAULO. João Doria, governador de São Paulo, afirmou neste sábado que o estado mantém o seu plano de vacinação, previsto para começar no dia 25 de janeiro, mesmo sem os resultados finais da Coronavac, desenvolvida em parceria entre a chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, e com a perspectiva de compra do imunizante pelo governo federal.

Doria também minimizou a possibilidade de confisco da vacina desenvolvida pelo Butantan, como afirmou o governador Ronaldo Caiado (Goiás), que na sexta-feira disse que o governo de Jair Bolsonaro está preparando uma Medida Provisória para requisitar vacinas pelo país.

— Não há nenhuma razão para se estabelecer confisco, dado que nós estamos oferecendo a possibilidade do Ministério da Saúde de adquirir a vacina. E volto a reafirmar: é isso que a população deseja, as vacinas, incluindo a do Butantan, quanto mais vacinas tivermos mais brasileiros estaremos imunizando, mais rapidamente estaremos fazendo a vacinação e mais rapidamente voltaremos ao normal— disse o governador, em entrevista à CBN, que afirmou que fontes do governo dizem, de forma sigilosa, que está pronta uma ação judicial caso o governo federal estabelece o confisco, e que isso seria encaminhado ao Supremo Tribunal Federal se a MP for publicada.

O governador também reafirmou seu plano de iniciar a vacinação em São Paulo em janeiro, focando em profissionais de saúde e maiores de 60 anos, em 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo. Esse anúncio gerou uma série de polêmicas e críticas, não apenas pelo fato da vacina ainda não ter apresentado seus estudos finais de eficácia, o que deve ocorrer até o dia 22, mas por ter, na visão de alguns, “atropelado” o plano nacional de vacinação.

Por outro lado, ao apresentar seu plano, Doria viu o governo federal de se rival Bolsonaro mudar de estratégia: antes o governo descartava a compra do imunizante da Pfizer e prometia o início da vacinação antes em março: agora, diz que está negociando 70 milhões de doses desta vacina e que sua distribuição pode começar ainda em dezembro, embora técnicos digam que este prazo é pouco crível.

— É o que queremos desde o início de outubro, quando o ministro (da saúde, Eduardo Pazuello) anunciou a compra e, menos de 24 horas depois, foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro. O que questionamos é por que começar a vacinação apenas em março, se temos capacidade para fazê-lo em janeiro?— disse o governador ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Doria afirmou ainda que não é o momento de reativar os hospitais de campanha no Estado, mas afirmou que isso depende do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado. Mais cedo, João Gabbardo, coordenador-executivo do centro, afirmou que não descarta a reativação dos hospitais de campanha:

— Está já no nosso planejamento, dependendo da ocorrência e do que ocorrer nas próximas semanas, é possível sim, que nós tenhamos que reativar os hospitais de campanha. O ideal é colocarmos mais recursos em instalações que não sejam temporárias, sejam instalações definitivas. Essa é uma prioridade. Agora, se isso não for suficiente, nós vamos ter que partir para os hospitais de campanha sim— disse.

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