Coronavírus
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Alemanha endureceu medidas de restrição diante da segunda onda de Covid-19

A Alemanha registrou 952 mortes e bateu seu recorde de vítimas da Covid-19 em 24 horas, informou o Instituto Robert Koch na manhã desta quarta-feira (16). O número foi registrado no primeiro dia do lockdown mais rígido no país e elevou para 23.566 a quantidade de falecimentos desde fevereiro.

Os novos casos somaram 27.728, elevando para 1.391.086 o número de diagnósticos positivos desde o início da pandemia.

Desde novembro, a Alemanha vinha tentando fazer um "lockdown parcial", mantendo a maior parte do comércio e dos serviços abertos, limitando apenas o funcionamento de bares e restaurantes. Porém, as medidas não surtiram efeito e a quantidade de contágios e mortes diárias não parou de subir.

Por isso, a partir desta quinta-feira, o país volta a ficar sob o lockdown mais pesado - com regras variando entre os 16 estados alemães - mas que devem seguir as linhas do governo nacional, com o fechamento de todo o comércio não essencial até 10 de janeiro e a não obrigatoriedade de aulas presenciais.

A situação mais grava ocorre na Saxônia, onde os médicos já precisam escolher quais os pacientes que receberão oxigênio nos hospitais. "Nos últimos dias, fomos obrigados, mais de uma vez, a decidir quem recebe oxigênio", disse o médico Mathias Mengel à "MDR".

O governador local, Michael Kretschmer, fez um apelo para que os moradores deixem de ir para a "missa de Natal". "Estamos extremamente alarmados ao ver que os números de contágios não param de aumentar", ressaltou ao Parlamento.

A Saxônia optou pelo lockdown mais restritivo, com fechamento de comércio não essencial e escolas, dois dias antes da implantação das regras nacionais. (ANSA).

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