A nova cepa do Sars-Cov-2, nomeada como B.1.1.7 ou VUI–202012/01, contém 23 mutações em seu código genético
Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
A nova cepa do Sars-Cov-2, nomeada como B.1.1.7 ou VUI–202012/01, contém 23 mutações em seu código genético

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, anunciou no último dia 14 de dezembro que uma nova variação do novo coronavírus  foi identificada na região. A nova cepa do Sars-Cov-2, nomeada como B.1.1.7 ou VUI–202012/01, contém 23 mutações em seu código genético e já foi detectada em 12 países até o dia 26 de dezembro.

Apesar do receio com a mutação, a professora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ester Sabino afirmou, em entrevista à CNN na segunda-feira (28), que, até o momento, as vacinas desenvolvidas contra a Covid-19 atuam contra todas as cepas conhecidas.

"Todas as variantes que conhecemos da Covid-19 e que foram testadas em laboratórios são sensíveis às vacinas. Especificamente essa da Inglaterra, os dados não foram submetidos, então ainda não sabemos se é sensível, mas as pessoas do meio acreditam que as vacinas são eficazes contra esta variação," disse Ester à CNN.

"As linhagens acontecem em qualquer vírus, as mutações acontecem ao acaso. O problema é que se uma variante tem maior capacidade de transmissão ela acaba tomando conta da pandemia, como é o caso na Inglaterra; mas mutações são comuns", acrescentou a especialista.

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