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Foto: Peter Ilicciev/Divulgação
"É um dia histórico, pois é mais um elemento de esperança diante de uma situação de grande sofrimento", afirmou a presidente da Fiocruz

Nísia Trindade, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que a entrega final de documentos para registro da vacina de Oxford no Brasil deve ser feita até 15 de janeiro.

A afirmação foi feita na manhã desta quarta-feira (30) durante cerimônia de entrega de R$ 20 milhões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) à Fiocruz para combate à Covid-19. A previsão é que 1 milhão de doses seja entregue entre 8 e 12 de fevereiro.

"O nosso registro já está sendo submetido com a perspectiva de entrega final de documentos até a data de meados de janeiro, de 15 de janeiro", disse a presidente. 

O Ministério da Saúde ainda não definiu uma data para o início da campanha de vacinação, mas a expectativa da pasta é começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro, caso haja aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"É um dia histórico, pois é mais um elemento de esperança diante de uma situação de grande sofrimento. Uma esperança que vem da ciência e vem de uma visão de saúde pública. Porque a vacina não é só eficaz, mas adequada para países de população do tamanho do nosso, com as suas diferenças regionais e sociais. É uma vacina adequada para o nosso Sistema Único de Saúde (SUS)", disse a presidente da Fiocruz


A presidente não determinou se pretende pedir à Anvisa a utilização de uso emergencial da vacina. "Nós estamos analisando todas estas situações, mas isso ainda não está definido porque depende de ter as doses de vacina para fazer sentido. Estamos muito avançados no processo de registro. Já entregamos muitos dados da pesquisa clínica, da fábrica que já foi aprovada com boas práticas, de parte das linhas que vão ser desenvolvidas aqui", garantiu.

Nísia também citou o método utilizado pelos cientistas britânicos para a aprovação da vacina. "O Reino Unido fez o registro considerando um intervalo de 12 semanas, ou seja, de três meses. E isso também é muito importante, porque é uma decisão de saúde pública. Nós poderemos vacinar mais pessoas, como fará o Reino Unido – mas essa decisão cabe ao Programa Nacional de Imunizações".

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