Foto: Reprodução
"A vacinação em São Paulo segue de forma acelerada, com a vacina do Butantan. O que falta? Mais vacinas. Nós precisamos que o governo federal forneça mais vacinas", criticou o governador de São Paulo

O governador João Doria (PSDB) garantiu que a população do estado de São Paulo "será vacinada até o fim do ano". A afirmação do tucano foi feita ao participar do UOL Entrevista. "Até o final do ano, sim. Vamos seguir o plano nacional de imunização. E onde o plano nacional não atuar, o plano estadual vai. Por que a exclusão dos quilombolas? Só por que são negros, são pobres, não podem bajular o presidente Jair Bolsonaro?", disse Doria.

O governador falou ainda sobre o risco de faltarem doses para a segunda aplicação das vacinas. "Aqui não há risco. Teremos a segunda dose para todos que tomaram a primeira", confirmou.

Doria não poupou críticas ao governo federal e ressaltou que "a vacina do Instituto Butantan sustenta a vacinação no Brasil até agora". "A vacinação em São Paulo segue de forma acelerada, com a vacina do Butantan. O que falta? Mais vacinas. Nós precisamos que o governo federal forneça mais vacinas. Um gesto de grandeza do governo da Índia, que cedeu 2 milhões de doses. O governo errou, e errou feio, ao escolher uma vacina. Hoje, o que sustenta o programa nacional é a vacina do Butantan, que chegou a ser proibida pelo presidente Jair Bolsonaro. Esse é o enfrentamento, precisamos de mais vacinas", acrescentou Doria.

Você viu?

O governador de São Palo acusou o governo federal de "sabotagem" ao resistir em aceitar a vacina do Instituto Butantan e de interferir na decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de aprovar o imunizante.

"Primeiro a pressão que ele (Jair Bolsonaro) fez sobre a Anvisa. Aquilo foi fruto da pressão direta de Bolsonaro à Anvisa. A Anvisa é uma instituição séria. Depois corrigiram o roubo e aprovaram a vacina. Ali foi uma interferência direta de Bolsonaro", pontuou.

Ainda sobre a gestão do governo federal na pandemia, o tucano classificou as escolhas como "uma sucessão de erros". "Erro em tudo. É um governo que erra em tudo, e quem está pagando somos nós. Muitas vidas teriam sido preservadas se o governo não fosse tão negacionista", completou. 

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários