O imunizante é o principal do programa de vacinação do governo federal brasileiro
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O imunizante é o principal do programa de vacinação do governo federal brasileiro

As agências reguladoras da França, da Suécia, da Polônia, da Itália, da Alemanha e da Áustria decidiram não recomendar o uso em idosos da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

Nos ensaios clínicos da vacina da AstraZeneca, apenas 8% dos voluntários tinham entre 56 e 69 anos, e apenas de 3% a 4% superavam 70 anos.

Na última semana, apesar da agência reguladora da União Europeia (EMA) autorizar o uso da vacina Oxford/AstraZeneca em todos os adultos, as autoridades dos seis países justificaram as restrições pela falta de dados sobre o efeito do produto nos mais velhos.

Na Polônia, a vacina de Oxford será aplicada a adultos até 60 anos e, nos outros países, até os 65 anos. Na Itália, embora a agência reguladora Aifa tenha autorizado o uso a todos os adultos, a orientação foi que o produto não seja aplicado em pessoas a partir dos 55 anos.

Na Suécia, a agência de saúde pública recomendou que a vacinação dos que têm 65 anos ou mais seja feita prioritariamente com os imunizantes da Pfizer e da Moderna.

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Já na Polônia, o conselho médico restringiu ainda mais a faixa etária para a vacina de Oxford, regulando seu uso para pessoas com idade entre 18 e 60 anos.

Segundo o principal executivo da farmacêutica, Pascal Seriot, isso ocorreu porque a Universidade de Oxford queria antes “acumular muitos dados de segurança no grupo de 18 a 55 anos”. Seriot garantiu que. os ensaios mostraram "uma produção muito forte de anticorpos contra o vírus em idosos, semelhante ao que vemos em pessoas mais jovens”.

No Brasil, o imunizante é o principal do programa de vacinação do governo federal. Além de no Brasil, a vacina Oxford já é usada no Reino Unido e em outros dez países, sem restrições de faixa etária.

A Anvisa ressalvou os poucos dados sobre idosos ao recomendar o uso emergencial do imunizante no Brasil, mas a agência não restringiu o uso e pediu monitoramento de novos estudos das empresas e acompanhamento da população vacinada.

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