A vacina de Oxford/AstraZeneca é uma das que está sendo aplicada no Brasil para imunizar os grupos prioritários contra a Covid-19
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A vacina de Oxford/AstraZeneca é uma das que está sendo aplicada no Brasil para imunizar os grupos prioritários contra a Covid-19

A vacina contra a  Covid-19  desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca tem eficácia de 76% após 22 dias da aplicação da primeira dose. Os resultados são de um estudo preliminar divulgado nesta terça-feira (2). Essa taxa é mantida até 90 dias após a aplicação.

Os estudos clínicos da vacina também apontaram uma  eficácia de 82,4% em um intervalo de três meses após a segunda dose. Esse novo resultado é melhor do que o encontrado anteriormente, com uma eficácia de 54,9%, quando o reforço estava sendo aplicado após um mês e meio.

"Estes novos dados fornecem uma confirmação importante dos dados provisórios que foram utilizadas por mais de 25 órgãos reguladores, incluindo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido e a Agência Europeia de Medicamentos, para conceder autorização de uso emergencial da vacina", disse Andrew Pollard, pesquisador-chefe dos estudos clínicos.

"O estudo também apoia a recomendação feita pelo Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) [da OMS] para um intervalo de 12 semanas até a segunda dose, enquanto procuram uma abordagem ideal para implantação, e garante que as pessoas estejam protegidas 22 dias após uma dose única da vacina", acrescentou Pollard.


A vacina de Oxford/AstraZeneca é uma das que está sendo aplicada no Brasil para imunizar os grupos prioritários contra a Covid-19. Por enquanto, o Brasil está distribuindo as 2 milhões de doses que foram importadas do Instituto Serum, na Índia. 

Ela teve o uso emergencial autorizado pela Anvisa  (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se a aprovação definitiva sair, a Fiocruz, que importou a tecnologia, poderá produzir a vacina no país após a chegada dos insumos.

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