João Gabbardo, coordenador do centro de contingência da Covid-19 no estado
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
João Gabbardo, coordenador do centro de contingência da Covid-19 no estado

O coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, comentou nesta sexta-feira (5) a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reavilia as regras impostas para a autorização de uso emergencial das vacinas contra Covid-19 no Brasil. Segundo ele, "a decisão é absolutamente injusta com as exigências que foram feitas ao Butantan"

Entre as mudanças está a falta de obrigatoriedade da realização da fase 3 dos estudos clínicos da vacina no Brasil. Embora afirme "Não ter dados para falar sobre os interesses paralelos" da agência e acreditar que o critério foi "correto", Gabbardo destacou que a medida poderia ter ocorrido antes, adiantando assim o início da vacinação contra Covid-19 no Brasil.

"Ao Butantan foram impostas regras que obrigaram um trabalho imenso. O custo da fase 3 realizada no Brasil foi muito grande e, principalmente, causou um atraso muito grande nessa fase", argumentou o coordenador. Durante os meses em que a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, foi testada no Brasil, o procedimento era obrigatório.

A alteração nos protocolos da Anvisa beneficia diretamente a vacina Sputnik V, produzida na Rússia, que agora pode pedir o registro emergencial para uso no Brasil. Na quinta-feira (4), o Ministério da Saúde adiantou as negociações para compra de 10 milhões de doses da vacina.

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