Um levantamento feito pela TV Globo mostra que das 39 cidades da região metropolitana, 21 escolheram não priorizar apenas os profissionais de saúde da linha de frente do combate à Covid-19
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Um levantamento feito pela TV Globo mostra que das 39 cidades da região metropolitana, 21 escolheram não priorizar apenas os profissionais de saúde da linha de frente do combate à Covid-19

Se por um lado idosos e pessoas do grupo de risco para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) aguardam as datas para serem vacinados, profissionais de saúde mais jovens estão sendo imunizados nas cidades da Grande São Paulo.

Um levantamento feito pela TV Globo mostra que das 39 cidades da região metropolitana, 21 escolheram não priorizar apenas os profissionais de saúde da linha de frente do combate à Covid-19. Já outros 16 municípios, como a capital paulista, vacinam apenas os profissionais mais expostos ao vírus. 

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), todos profissionais de saúde devem ser vacinados. Na categoria de profissionais de saúde estão: nutricionistas, terapeutas ocupacionais, biólogos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos, serviços sociais, profissionais de educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares.

Especialista alerta que a orientação generalista pode inverter prioridades e colocar gente de menor risco à frente de pessoas com mais risco de desenvolver a Covid-19 em sua forma mais grave.

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Das 39 cidades da região metropolitana, 21 escolheram não priorizar apenas os profissionais de saúde da linha de frente do combate à Covid-19, de acordo com levantamento feito pela TV Globo.

Em entrevista ao G1, o infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), Renato Kfouri, explicou que os critérios generalistas podem inverter as prioridades na vacinação. "Quando você inverte as prioridades, coloca gente de menor risco na frente de maior risco, em qualquer situação, você acaba não atingindo o principal objetivo do programa, que é proteger os mais vulneráveis", disse Kfouri.

O infectologista ressaltou ainda que a tarefa cabe a cada gestor, de cada município, mas que não é uma missão fácil. "Hierarquizar milhares ou milhões de habitantes de um município exatamente na ordem correta é muito difícil operacionalmente".

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